26/09/2014 00:00:00 Testemunhas reforçam tese de que Iguaçu servia a estelionatários

Fonte: JL

A segunda audiência no processo criminal contra a Construtora Iguaçu do Brasil, cujos sócios são suspeitos de um golpe milionário, acabou pela metade, na 5ª Vara Criminal do Fórum de Londrina, durante a tarde desta quinta(25).

A construtora e o dono, o ex-prefeito de Mandaguari Carlos Alberto Campos de Oliveira – que chegou a ser preso pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – são acusados pelo uso de laranjas, estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. A Iguaçu lançou14 empreendimentos residenciais em Londrina e nada entregou aos compradores – o golpe é estimado em R$ 100 milhões.

No Fórum, a defesa do ex-prefeito de Mandaguari decidiu suspender os depoimentos de 30 testemunhas, indicadas pela defesa, após cinco delas confirmarem fraudes e apontarem ter enfrentado diversos problemas para receber os imóveis comprados.

O Ministério Público acredita que as testemunhas da defesa acabaram ajudando a reforçar os dados da acusação. “Realmente foi uma situação inesperada. Na hora dos questionamentos, as testemunhas atestaram que sofreram prejuízos com os imóveis”, explicou o promotor Claudio Esteves, do Gaeco.

Alguns dos depoentes, diz o promotor, confirmaram diante do juiz Pedro Roldão que até hoje não tiveram os documentos oficiais dos apartamentos que conseguiram ocupar antes de a construtora ir à bancarrota. “Ao final, a defesa acabou desistindo de ouvir as demais testemunhas”, detalhou.

Uma nova audiência está marcada para março do ano que vem, quando os réus devem ser interrogados pelo juiz.

A reportagem não conseguiu nenhum contato com os réus. No Fórum, o dono da construtora Iguaçu se recusou a conversar com a imprensa.