02/10/2014 00:00:00 Último trimestre vira esperança dos lojistas para recuperar vendas

  Fonte: JL

Depois de um ano difícil, o último trimestre de 2014 é a esperança da maioria dos empresários para uma recuperação na economia. No comércio, o Dia das Crianças, comemorado no dia 12 deste mês, vai ser o termômetro para medir o desempenho das vendas de final de ano. Só depois da data comemorativa, uma das melhores para o segmento, é que as empresas devem intensificar a contratação de temporários para o final do ano.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que o comércio varejista vai oferecer 138,7 mil vagas de trabalho no fim deste ano em todo o País. O crescimento seria de 0,8% em relação ao mesmo período do ano passado - o pior resultado desde 2009. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, houve redução de 6,4 mil postos de trabalho, de janeiro a agosto, só no comércio varejista. Em Londrina, a redução é de 226 postos no segmento, no mesmo período. Situação bem diferente da registrada no ano passado, quando os primeiros oito meses do ano apresentaram crescimento, com 594 vagas criadas.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), Roberto Martins, a economia, de modo geral, vai mal e o comércio sente o reflexo disso. “O último trimestre geralmente é o melhor e, se tivermos crescimento neste ano, não passará dos 2% em relação ao ano passado. E isso em um cenário otimista.” De acordo com ele, as lojas não deixarão de contratar temporários, mas a quantidade pode ser menor. “As vendas do Dia das Crianças vão nos dar uma base de como poderão ser as coisas no final do ano.”

O gerente de Seguro-Desemprego e Intermediação de Mão de Obra do Sine Londrina, Milton Velei, também acredita que as empresas intensificarão seus pedidos de contratação só depois de 12 de outubro. “Por enquanto, a procura está muito devagar e não sentimos a diferença.” A expectativa, no entanto, segundo ele, é que não haja tanta procura como em anos anteriores. “Acredito que as lojas vão contratar, sim. Mas se antes a loja pegava cinco, talvez pegue um ou dois temporários.” A estimativa é feita com base no número de vagas disponíveis para empregos não temporários. “O número reduziu bastante do ano passado para cá.”

Na Alternativa Agência de Empregos, no entanto, o clima é mais otimista. Segundo a supervisora de Recrutamento, Cristiane Rossi, a procura das empresas por temporários já começou. “As grandes lojas de departamentos estão querendo garantir seus funcionários para o Natal.” De acordo com ela, a maior procura é por auxiliares de vendas, almoxarife e estoquista. “A gente tem que começar cedo porque as empresas pedem perfis específicos e, para uma vaga, às vezes temos que fazer o chamado de 40 pessoas.”

Segundo Cristiane, muitas indústrias – principalmente nos segmentos de embalagens, higiene bucal e metalurgia – também estão contratando operários para produção.