06/11/2014 00:00:00 Venda de veículos leves cai 9% no PR em outubro

Fonte: Folha de Londrina

A venda de veículos leves no Paraná caiu 9,0% em outubro sobre setembro, enquanto houve alta de 3,1% no País, segundo balanço de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Executivos do setor afirmam que, como o mercado consumidor do Estado é fortemente influenciado pelo agronegócio, a região costuma se destacar do movimento nacional em alguns períodos do ano. 

Quanto à expectativa para novembro e dezembro, porém, a tendência é que as vendas paranaenses e brasileiras cresçam, pelo maior número de lançamentos após o Salão do Automóvel e pelo aquecimento comum do setor no fim do ano. Mesmo assim, não será o bastante para evitar que o mercado feche o ano com números positivos. De janeiro a outubro, houve redução de 7,0% nas vendas do Paraná sobre 2013 e de 8,69% no País. 

As concessionárias paranaenses venderam 24,8 mil automóveis e comerciais leves em setembro e 22,6 mil em outubro. Em Londrina, a variação foi de queda de 8,6% entre os dois períodos, com 1,7 mil unidades em setembro e 1,5 mil no mês passado. 

O diretor geral da Fenabrave no Paraná, Marcos Ramos, afirma que o mercado estadual sofre reflexos da entressafra agrícola. "Há momentos do ano em que há queda no País e aqui, aumento", diz. Ele afirma que o consumidor paranaense também é mais exigente, com preferência maior por lançamentos, o que faz com que compre veículos no fim do ano.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos de Londrina (Sincovave), Roberto Cremonez, o londrinense segue regra parecida e há alta no setor sempre que a produção de grãos é boa e com preços atrativos no mercado internacional. "O que temos ouvido é que o pessoal está esperando a chuva para plantar, para ter certeza sobre a próxima safra." 

Ambos dizem que o mercado regional, assim como o nacional, não está bom. "Mas não está péssimo. As concessionárias vêm mantendo a mesma batida do ano passado", explica Cremonez. Isso porque, se para a indústria a menor venda de novos é prejudicial, nas revendas há uma substituição pela compra de seminovos. "Tivemos um acréscimo importante nos serviços pós-venda, porque as pessoas estão consertando carros em concessionárias e acabam trocando um usado por outro", completa Ramos. 

Em Londrina
Na Fiat Marajó, o comércio em outubro foi maior do que em setembro, o que não significa que os emplacamentos, que é a forma como a Fenabrave faz o balanço, também tenham sido. "Tivemos muitas vendas tardias, nos últimos dois dias do mês, o que deve refletir em novembro", diz o gerente de vendas José Fernandes Mendes, que completa que, dos veículos comprados no mês, 20% foram nos dias 30 e 31. 

Gerente comercial da Ford Tropical, Emerson Magro diz que o crescimento na revendedora foi de 10% em outubro sobre setembro, com expectativa de alta ainda maior em novembro e dezembro. "A perspectiva é boa porque a Ford lançou o Novo Ka e o Ka+, que é o sedan, além de termos promoção com taxa zero", diz. Ele espera que o desempenho do ano ao menos se aproxime dos números de 2013. 

Na Metronorte, o resultado foi quase estável, com 0,8% a mais de vendas em outubro sobre setembro. Para os dois meses seguintes, a expectativa é de alta média de 8% nas vendas, diz o diretor comercial da concessionária GM, Waldir Rezende Filho. "Temos estoque, taxa zero, promoções e boas condições, então esperamos vender bem."