17/05/2017 08:04:07 3 elementos que podem sabotar a cultura da sua empresa

Fonte: Venda Mais

Você passou anos juntando dinheiro para montar sua empresa. Pediu dinheiro ao banco, vendeu o carro, teve noites mal dormidas até realizar o sonho de abrir seu negócio. Você sempre teve uma visão de tratar bem as pessoas, de trabalhar em equipe e de todos olharem para a mesma direção e você sempre acreditou que era somente assim que o resultado viria.

Enquanto a empresa era pequena e você abria e fechava o caixa, comprava todas as mercadorias e contratava seus funcionários um a um, tudo ia muito bem. De repente, os negócios começaram a prosperar e você começou a contratar “braços” para te ajudar. Muitos deles pensavam igualzinho a você e tinham a sua determinação para fazer o certo. Infelizmente, porém, alguns não absorveram seus princípios e agora, com cinco lojas e muita prosperidade, você tem um problema: há líderes que não falam um com outro, alguns não tratam bem os funcionários e alguns clientes já sinalizaram que as lojas nem parecem ser de um dono só, tamanha a diferença no atendimento, na limpeza e na organização dos setores.

Lá no início você criou uma cultura vencedora, mas infelizmente ela está sendo sabotada por alguns elementos. Veja se você identifica alguns deles dentro da sua empresa.

1. Liderança tóxica

Eu estava conversando com alguns amigos e um deles, mais exaltado, criticava o governo e suas ingerências. Repudiava atos corruptos e condenava todos os envolvidos à fogueira. Como o clima estava tenso, mudamos o rumo da conversa e começamos a falar sobre prestadoras de serviço de telefonia e tv por assinatura e assim, cada um ia relatando sua experiência com as empresas citadas naquele papo. Lá pelas tantas, esse meu amigo olha pra mim e pergunta:

“Kelly, você tem Netflix? É ótimo! Tem cada série! Um serviço maravilhoso!”

Eu respondi que não e perguntei se era fácil assinar.

“Muito fácil. Você assina pelo site. E tem mais: o primeiro mês é grátis! Então, eu faço o seguinte: assino todos os meses, cada vez com um e-mail diferente. Daí nunca pago a assinatura, entendeu?! Tudo é tão caro, que não faz mal dar uma de esperto de vez em quando.”

Leandro Karnal, historiador e filósofo, diz: “Não existe governo corrupto numa nação ética, e não existe nação corrupta num governo transparente e democrático, e em uma ‘liderança corrupta’ não existem relações de confiança, e sem relações de confiança é impossível liderar.

Uma grande organização brasileira com problemas de ética e transparência em sua liderança contratou os serviços de um ex-coronel do Mossad, serviço secreto militar de Israel, que aplicou em todos os colaboradores um teste matricial desenvolvido pelo Mossad para recrutar agentes numa sociedade extremamente heterogênea, com o objetivo de determinar o nível de confiabilidade e integridade de cada pessoa (Fonte: Tablepartners).

Os resultados separam os testados em três grupos:

1. Os decididamente corruptos e não confiáveis.

2. Os solidamente confiáveis e íntegros.

3. Os “dúbios” ou “influenciáveis”. Este último grupo continha pessoas contaminadas, influenciadas, coniventes e até mesmo inocentes.

Segundo a empresa, o teste funcionou muito bem. Conseguiram identificar as “maçãs podres” e ajustaram a organização. O placar final ficou assim:

Corruptos: 15%

Íntegros: 10%

Dúbios: 75%

O consultor responsável pelo processo informou que esses resultados são muito comuns em empresas brasileiras, e aconselhou a organização a promover os colaboradores do grupo dos “íntegros” a posições de liderança, porque o seu exemplo e integridade moveria os 75% de “influenciáveis” ao comportamento ético.

A pergunta é: qual é o percentual na sua empresa? Uma outra pergunta: há líderes tóxicos em sua empresa, que influenciam outras pessoas a fazer o errado? Vou além: o que você faz com essas pessoas? Elas permanecem com você ou você reprime fortemente suas atitudes?

Não se iluda: os funcionários mais caros de uma empresa nem sempre são aqueles que recebem os salários mais altos. Os funcionários mais caros de uma empresa são aqueles que têm baixa produtividade, procrastinam, geram fofocas e são anti-éticos, seguindo seus próprios interesses. Líderes tóxicos podem sabotar a cultura que você construiu simplesmente o criticando, fazendo o contrário do que você diz ou não fazendo mesmo.

2. Custos invisíveis

Você está superpreocupado com o giro, com o estoque, com a DRE, com o ticket médio e com tudo que signifique dinheiro. E tudo isso é muito, muito importante para a longevidade do seu negócio. Mas, lembre-se: estudos apontam que os custos invisíveis representam entre 20% e 30% dos custos totais de uma empresa e também são sabotadores de cultura vencedora.

Se você observar que há reuniões desnecessárias, lentidão na tomada de decisão, procrastinação para agir, clientes mal atendidos, conflitos internos, contratações de colaboradores sem perfil, ausência de feedback, “panelinhas”, descaso, retrabalho, comunicação truncada, desmotivação e excesso de autoritarismo, fique atento!

A maioria das empresas não foca tanto na diminuição desses custos porque eles demandam mudança de comportamento e isso pode significar um grande e tenebroso desafio. Não se acomode, identifique cada um e, principalmente, a causa-raiz. Só assim você conseguirá fazer um plano de ação confiável.

Custos invisíveis drenam sua energia, minam a criatividade das pessoas e causam péssimo clima na empresa. Se você quiser a lista dos 50 maiores custos invisíveis que uma empresa pode ter que enfrentar, envie um email pra mim (kelly@kmpartners.com.br) que terei o maior prazer em compartilhar com você.

3. Colaboradores zumbis

Você tem algum funcionário na sua empresa que mente, não cumpre prazos, reclama de tudo e empurra o dia com a barriga? Se a resposta for “sim”, você tem um zumbi em sua empresa! Zumbis estão corroendo a cultura das empresas, baixando a produtividade e, consequentemente, piorando os resultados. Será fácil identificá-los com esta lista:

 Os sem-noção – manipulam números nos relatórios e encobrem coisas erradas. 13% deles costumam mentir para encobrir projetos fracassados, erros e prazos não cumpridos.

 Os negligentes – displicentes, acumulam trabalho. São desorganizados. 40% deles não conseguem cumprir metas ou prazos.

 Reclamões – vivem reclamando e sempre dizem que estão sobrecarregados ou que falta gente para que as tarefas sejam cumpridas com excelência.

 Trapaceiros – realizam reuniões às escondidas, burlam processos e “passam a perna” nas pessoas. Gostam de dar um “jeitinho” para chegar ao seu objetivo.

 Serial killers – adoram falar mal das pessoas e sabem colocar profissionais e departamentos uns contra os outros.

 “Sou de confiança” – estão há muito tempo na empresa, não inovam, são resistentes a todo tipo de mudança, mas conseguem permanecer porque “são de confiança”. Usam isso em seu favor para não se reinventar e às vezes podem até atrapalhar os planos de crescimento da empresa.

Talvez você já saiba de tudo isso que você leu neste artigo. Talvez você já esteja vivendo as consequências desses elementos que estão atrasando sua empresa e minando a cultura que você construiu a duras penas. A pergunta é: o que você vai fazer para mudar tudo isso? Onde será preciso mexer? Quais investimentos você terá que fazer? Onde precisará cortar? Que tipo de pessoas você tem escolhido para perpetuar seu negócio, do jeito que você sonhou, respeitando a cultura que você definiu?

Henry Ford dizia: “Não procure culpados, procure soluções. Reclamar qualquer um pode.”

Pare de reclamar e comece a fazer!