05/08/2015 00:00:00 Lei deve acelerar ampliação da pista do Aeroporto de Londrina

Fonte: Folha de Londrina

A Câmara de Vereadores aprovou ontem, em segunda discussão, projeto de lei do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que dá aval para a Prefeitura de Londrina desapropriar áreas próximas ao Aeroporto Internacional José Richa. A autorização deve acelerar em pelo menos um ano a ampliação prevista para o aeródromo.

O processo todo previa a desapropriação de três faixas de áreas específicas contíguas ao lado norte, tratadas informalmente pela administração municipal pelas cores demarcadas em mapas – amarela, azul e marrom. Os dois primeiros trechos já foram negociados com os proprietários, mas o decreto de utilidade pública da terceira faixa expirou em janeiro.

Entretanto, como os terrenos da área marrom fazem parte de propriedades com segmentos também pertencentes à faixa azul, a maioria dos proprietários se demonstrou favorável a negociar com a prefeitura amigavelmente, segundo o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi.

As desapropriações são necessárias para afastar o alambrado da pista e aumentar sua extensão em 600 metros, além de implementar nova pista de taxiamento. Isso permitiria pousos e decolagens enquanto aviões no solo são manobrados.

O superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) em Londrina, Marcus Vinícius Pio, afirma que as benfeitorias já permitiriam decolagens mesmo com condições climáticas adversas, mas também são necessárias para a implantação do ILS, instrumento para auxílio de pousos de aeronaves.

Caso não passasse no Legislativo, um outro decreto teria de ser baixado declarando aquelas áreas novamente como de interesse público, mas só poderia vir após um ano de interstício em relação à norma anterior, que caducou em janeiro de 2015. A previsão da Infraero é que a infraestrutura e a instalação do ILS ocorram até 2019.

Recursos Necessários

A desapropriação deve demandar um empréstimo de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões para pagar a faixa marrom, segundo Veronesi. O município já havia conseguido recursos da ordem de R$ 30 milhões para este fim, dos quais cerca de R$ 26 milhões foram destinados às faixas amarela e azul.

Porém, ainda de acordo com ele, há a possibilidade de alguns dos proprietários optarem pela permuta por outros terrenos do município, o que reduziria ou mesmo extinguiria o valor de empréstimo. "Alguns donos já apontaram para essa possibilidade", disse o presidente da Codel.