13/05/2020 11:48:53 Comércio de Londrina “respira”, mas crise da Covid-19 registra queda de 46% nas vendas do Dia das Mães

Fonte: Assessoria da ACIL

A crise econômica provocada pela pandemia da Covid-19 tornou previsível a queda no volume de vendas do comércio de Londrina no Dia das Mães, a segunda data mais importante do calendário varejista.

Os dados fazem parte da pesquisa encomendada pela ACIL à Litz Estratégia e Marketing, realizada nos dias 11 e 12 de maio, com 114 empresários e gestores.  

O levantamento aponta que 64,9% dos gestores não avaliaram de maneira positiva as vendas de Dia das Mães em 2020, sendo este o menor nível já pontuado nas pesquisas nos últimos cinco anos, influenciado pelo momento da Covid-19.

Em meio a este cenário de pandemia, o indicador médio dos resultados das vendas aponta para uma queda de -46,3%. 

Ainda segundo a pesquisa, o valor médio gasto por consumidor com presentes foi de R$ 233,26. 

Em relação às formas de pagamento, destacou-se o parcelamento no cartão de crédito (45,4%), com o consumidor comprando, em média, em até 5 vezes. Na sequência está cartão de débito (16,6%), à vista em dinheiro/cheque (15,9%), à vista no cartão de crédito (11,4%), crediário (5,9%), boleto (2,9%), entre outros. 

A pesquisa demonstrou também que, na média, 64,2% das vendas foram realizadas presencialmente em lojas físicas.

Para 51,8% dos lojistas o horário estendido do comércio para a véspera do Dia das Mães contribuiu positivamente para elevar as vendas neste período. 

Outros indicadores

O levantamento encomendado pela ACIL apurou que 89,5% dos entrevistados afirmaram que houve uma redução no faturamento do mês de abril deste ano, em relação a 2019, com uma queda média de -57,3%, devido ao cenário de pandemia. 

Sobre a expectativa de retomada das atividades nos horários habituais, 55,3% dos lojistas acreditam que o horário de funcionamento do comércio só retornará à normalidade no segundo semestre deste ano. 

Quanto ao retorno das receitas a um patamar semelhante ao período anterior à COVID-19, os comerciantes entrevistados dividem-se entre o segundo semestre deste ano (34,2%) e o primeiro semestre de 2021 (36,8%), indicando uma baixa expectativa para 2020.

“Mesmo após a retomada gradual das atividades, já contávamos com um cenário econômico mais difícil para as empresas, com maior dificuldade para vendas e geração de receitas. Foi uma mudança drástica na vida dos consumidores e dos empresários, e sabíamos que os reflexos chegariam. Não será possível retomar à normalidade tão rapidamente, mas realizar as atividades econômicas, mesmo em horário restritivo, já permite que as empresas respirem e busquem encontrar um equilíbrio para seus negócios e reinventar suas formas de vendas. Assim como foi muito importante também o pleito que conseguimos junto à Prefeitura para estender o horário de funcionamento das lojas na véspera do Dia das Mães, o que favoreceu para aumentar um pouco as vendas neste período”, ressalta o presidente da ACIL, Fernando Moraes.