19/02/2016 00:00:00 Conversa com o presidente: o indefensável, a desunião e a desconfiança

O ex-presidente Lula preferiu o silêncio ao invés de dar explicações claras ao Ministério Público paulista em relação ao tripléx do Guarujá, suposto presente de uma empreiteira investigada por pagamento de propina no escândalo da Petrobrás.

Uma liminar poucas horas antes o eximiu de depor no Fórum Criminal da Barra Funda, onde eleitores prós e contra se enfrentaram, dando trabalho ao policiamento.

A decisão de não falar é coerente na biografia do ex-presidente, adepto recorrente do "não sabia" quando algum escândalo do seu grupo político ameaça sua reputação. Da mesma maneira, também não é surpresa que Lula acione as organizações amigas, irrigadas por anos a fio com o dinheiro do contribuinte e que agora quitam suas dívidas de gratidão indo às ruas.

A sensação de que as coisas não vão nada bem por aqui se espalha pelo mundo. Não é por outro motivo que a desconfiança dos investidores estrangeiros só cresce, com sucessivas quedas nas avaliações de risco das principais agências.

Diante de tão graves consequências, já não basta apenas lamentar o colapso político e econômico. A mobilização da sociedade deve ser à altura do tamanho da crise. O que faremos? Como faremos? Precisamos destas respostas o mais rápido possível. Já não se trata de uma inquietação pessoal e pontual, mas de uma decadente condição de vida dos brasileiros que, arrasados, continuam pagando (cada vez mais) seus impostos.

Até a próxima,

Valter Luiz Orsi