05/07/2019 15:41:19 Conversa com o Presidente: Desemprego, ambulantes e as regras de convivência

Entre as qualidades apontadas como típicas dos brasileiros está a solidariedade. Característica presente em situações limites, nas grandes tragédias e até mesmo no cotidiano difícil de muitos lugares carentes.

Sem dúvida, é uma virtude que devemos cultivar. Mas é preciso dizer que em nome desta virtude muitos problemas deixam de ser resolvidos, abrindo caminho para os oportunistas.

Com o desemprego em um nível inaceitável, há uma proliferação do número de ambulantes, que vendem de tudo, de cigarro contrabandeado a produtos típicos de feira livre, de doces e balas à capas de smartphones, de relógio à carteiras.

É uma competição absolutamente desleal com empresários que pagam impostos e que tem empregados com carteira assinada.  Somente este motivo seria suficiente para que as autoridades que tentam combater este descontrole fossem apoiadas pela população.

Mas há outros. Os produtos vendidos ilegalmente não têm procedência conhecida, a qualidade é duvidosa e, no caso dos alimentos, não passam por inspeção sanitária.

Há também evidências de que o crime organizado explora estes trabalhadores, ficando com a maior parte do lucro.

Em Londrina, a atribuição de fiscalizar este tipo de crime é da CMTU, com amparo da Guarda Municipal. A ACIL entende que estes dois órgãos precisam do apoio incondicional dos lojistas e dos consumidores nas ações de repressão. Este apoio é fundamental para que o problema seja efetivamente enfrentado.

A solidariedade com os desempregados é uma coisa. O apoio a atividades criminosas é outra. Fazer uma coisa em nome da outra pode significar a impunidade de poderosas quadrilhas.

A administração municipal, portanto, deve agir com a força necessária e prevista em lei. Caso contrário, as ruas vão permanecer sob o domínio da ilegalidade e alimentando o poder dos criminosos.

 

Até a próxima!

 

Fernando Moraes

 

 

Frase da semana:

"É preciso ser forte e conseqüente no bem, para não o ver degenerar em males inesperados", Rui Barbosa, político e diplomata (1849-1923)