23/12/2014 00:00:00 Em Londrina, Dilma está em queda e Richa aparece em alta

Fonte: JL

Londrina rejeita a presidente Dilma Rousseff (PT) e aplaude o governador Beto Richa (PSDB). O cenário que saiu das urnas da cidade nas últimas eleições, quando a petista teve 22% dos votos válidos no segundo turno e o tucano 79% dos votos válidos no primeiro turno, reflete o levantamento que a Paraná Pesquisas fez com os londrinenses neste mês. O resultado mostra que a administração da petista é aprovada por 24,56% dos entrevistados e desaprovada por 71,71%. No sentido oposto, a do tucano é aprovada por 67,97% e desaprovada por 28,83%.

A aprovação de Dilma em Londrina sofreu altos e baixos nos últimos 18 meses, segundo a Paraná Pesquisas: estava em 34,11% em junho de 2013, durante as chamadas “jornadas de junho”, quando milhões de brasileiros foram às ruas para dizer que o sistema político não os representava; subiu para 45,90% em dezembro do mesmo ano; e caiu agora para 24,56%.

Para Murilo Hidalgo, diretor da Paraná Pesquisas, a avaliação negativa de Dilma em Londrina “é mais por conta do PT do que por conta da presidente”. Ele afirmou que “depois do [ex-prefeito] Nedson [Micheleti], o PT nunca mais teve sucesso em Londrina”. Ele acrescentou que só se Dilma passar a ter “uma relação diferente com a cidade” melhorará a própria imagem entre os moradores.

Gérson Silva, presidente do PT local, afirmou que a avaliação negativa é vista “com tranquilidade diante do que foram as eleições em Londrina”. Ele ressaltou que a cidade é “bastante conservadora e tem uma imprensa muito forte e com linha editorial que segue os grandes grupos de mídia”, que, segundo ele, tentam “desconstruir o PT”.

Na opinião dele, outros fatores também prejudicaram o partido na cidade, como a revelação das ligações do deputado federal André Vargas – que se desfiliou do PT – com o doleiro Alberto Youssef, figura-chave na Operação Lava Jato. “Vamos fazer uma reflexão melhor nesse início de ano, porque sabemos que temos uma dificuldade muito grande em Londrina.”

Governador

Já no caso de Richa, a grande votação fez com que ele se “refugiasse” em Londrina no começo deste mês, enquanto era criticado em Curitiba por conta do “tarifaço”. A aprovação do tucano passou de 59,06% em junho para 62,51% em dezembro do ano passado e, agora, está em 67,97%, um número alto, mas um pouco menor do que a votação dele em outubro, quando somou 79% dos votos válidos.

Para Hidalgo, isso se explica porque “o prestígio pessoal do governador é maior que a avaliação de governo”. O presidente do PSDB na cidade, vereador Gérson Araújo, avaliou que a aprovação do governo abaixo da votação de Richa é “até natural, até em função das mudanças [que aconteceram]”, referindo-se ao tarifaço. “Admito que a população fique um pouco preocupada logo no início, mas creio que [Richa] vai recuperar [a aprovação] na medida em que implementar o que propôs durante a campanha.”