05/05/2022 17:18:12 ESG é tema de almoço empresarial

Fonte: Assessoria ACIL

Conectar o empresariado é uma missão que a ACIL tem levado com muita seriedade, e que vem sendo intensificada com uma série de almoços empresariais onde um tema específico e atual é discutido, abrindo horizontes, atualizando as informações corporativas e proporcionando networking. Nesta quinta-feira (5), a ACIL recebeu um grupo de 60 empresários no restaurante Coco Bambu para conversar com Ricardo Assumpção e Marcelo Bertoldi, dois nomes que se destacam no mercado quando o assunto é ESG (Environmental Social Governance). O evento foi realizado pela ACIL em parceria com o Sinduscon e o Lide Paraná. 

“Juntos, nós somos mais fortes. Juntos, nós podemos mudar este país. Somos nós que pagamos impostos e fazemos a economia girar. E a partir dessas iniciativas de conexão é que nós nos tornaremos mais integrados, mais fortes e mais produtivos. Precisamos estar conectados, contratando as empresas da nossa região, prestigiando aquilo que nós realizamos”, destacou Marcia Manfrin, presidente da ACIL. 

Para Sandro Nóbrega, presidente do Sinduscon, encontros empresariais contribuem para o desenvolvimento: “Um dos objetivos desses eventos que a gente tem feito é reunir um grupo relevante de pessoas que moldam os trilhos para o desenvolvimento econômico de nossa região”.  

Os objetivos dos realizadores são convergentes, como acrescentou Heloísa Garrett, do Lide Paraná: “O objetivo é que os empresários se conectem, não só dentro do estado do Paraná - que comprem de paranaenses e vendam para paranaenses -, mas também conectar os empresários às oportunidades de todo o Brasil. Esse é o objetivo do Lide: que vocês façam mais negócios e com isso se crie ambientes de desenvolvimento em todo o estado”.

Ricardo M. de Assumpção é especialista em liderança sustentável e ESG pela London Business School e CEO da consultoria Grape ESG. Advogado por formação, Marcelo M. Bertoldi atua na área de Direito Empresarial e é professor convidado do IBGC - Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Ambos discorreram sobre o ESG, sigla que se popularizou no Brasil em plena pandemia, e que hoje se tornou sinônimo de sustentabilidade aplicada à estratégia para gerar valor. 

“O ESG não faz milagre, mas é a ferramenta mais poderosa que temos hoje para proteger os negócios das pressões que a gente começou a enfrentar há algum tempo e que vão se intensificar. O ESG nada mais é do que a sustentabilidade que sempre ouvimos falar no meio corporativo, mas durante muitos anos ela ficou compartimentalizada dentro da área de compliance, da área social ou de meio ambiente. E a grande diferença entre o passado e hoje é que o ESG pode ser usado de forma estratégica pela empresa, transversal, em todos os departamentos. E vai ajudar a mitigar os riscos socioambientais, que vão afetar drasticamente a capacidade das empresas gerarem valores”, explicou Ricardo Assumpção. 

Em outras palavras, o mercado financeiro e a própria sociedade já estão cobrando os impactos ambientais provocados pelas empresas, discussão que se intensificou em 2020, com a pandemia: “A gente viu como isso afetou a sociedade, como afetou o mundo, e os jornais trouxeram o ESG à tona. Os negócios começaram a entender o que é o ESG e as pressões aumentaram bastante”, revelou. 

Dessa forma, em 2021, os empresários começaram a se questionar sobre o que seria cobrado dali para a frente, uma vez que as empresas ainda não entendiam o que era o ESG. O cenário finalmente mudou em 2022, quando o meio corporativo deu-se conta de que o ESG também gera valor. “O mercado começou a entender as empresas que de fato tinham uma agenda sólida e as empresas que não tinham uma agenda sólida. Quando você consegue integrar a sustentabilidade com a estratégia, ela vira um grande catalisador de inovação e gera valor financeiro. ESG é inovação através de pessoas, através de processos e através de governanças”, afirmou Ricardo Assumpção.

Quando o termo “governança” começou a aparecer no meio corporativo, já vinha acompanhado de conceitos envolvendo a sustentabilidade, lembrou Marcelo Bertoldi. “A governança surgiu baseada em pilares fundamentais: igualdade, economia, transparência, prestação de contas e sustentabilidade. Então a sustentabilidade é algo inerente à governança corporativa há muitos anos. Era a sustentabilidade econômica, sustentabilidade social e sustentabilidade ambiental. Então, lá atrás, já tinha ESG”.

Com o tempo, a sustentabilidade foi deixando de ser um tema secundário para ganhar protagonismo. “A sustentabilidade chamava a atenção, mas ninguém colocava em prática, ninguém trazia aquele assunto de forma consistente como está acontecendo hoje. Era um tema quase subalterno, e hoje é absolutamente fundamental. Qualquer Conselho de Administração tem como responsabilidade tratar a sustentabilidade como um tema absolutamente fundamental.”

Por consequência, surgiram as pressões voltadas às boas práticas, que também vieram do público consumidor. “O mercado hoje cobra das organizações a sua responsabilidade social, que elas estejam focadas não exclusivamente na geração de lucro, mas estejam focadas no impacto que elas geram para a sociedade de um modo geral”, ressalta Marcelo Bertoldi, apontando o caminho para transformar a sustentabilidade em um ativo empresarial.

 

Foto: Lunartty Souta/ACIL