26/08/2015 00:00:00 Fórum de Execução define estratégias para vencer a crise

Fonte: Assessoria ACIL

Períodos de crise também podem ser períodos de inovação, ousadia e sucesso para quem tem visão de futuro. Quer exemplos? No fatídico ano de 1929, em plena crise do sistema financeiro internacional, surgiu nos Estados Unidos uma indústria de componentes aeroespaciais. Seu nome: UTC Aerospace Systems, uma das gigantes do segmento até hoje. Naquele mesmo ano, uma companhia de capital inglês iniciou a colonização de um vasto território no sertão paranaense – e assim surgiu Londrina. Quase 80 anos depois, em 2004, numa década marcada pela crise financeira global, surgiu uma empresa chamada Facebook. A diferença está na velocidade com que os negócios prosperam e ganham proporções mundiais. Enquanto o telefone levou 74 anos para atingir 50 milhões de usuários após sua invenção por Alexander Graham Bell, a rede social criada por Mark Zuckerberg atingiu a mesma marca em... dois dias.

O Fórum de Execução da Estratégia, realizado pela Concept Consult, com apoio da ACIL e Sindimetal, discutiu na manhã desta quarta-feira os caminhos para um dos maiores desafios dos empresários e gestores atuais: como tirar as metas do papel em tempos de crise. O evento reuniu cerca de 70 pessoas no Auditório David Dequêch/ACIL.

O consultor Fabiano Zanzin, diretor da Concept, explicou durante sua palestra que mais de 70% das empresas que fecham as portas o fazem não por um problema de visão ou inteligência, mas por uma falha na execução. São empresas muitas vezes competentes e que realizaram planejamentos estratégicos, mas fracassaram no momento de transformar essas metas em realidades efetivas.

Os participantes do Fórum, reunidos em grupos, apontaram razões que levam as empresas a não tirarem suas metas do papel. Entre os motivos apontados, destacamos: falta de indicadores para avaliação; desconhecimento das metas pela equipe de colaboradores; dificuldade de lidar com circunstâncias alheias à meta (plano B, plano C); incapacidade de transformar o trabalho operacional cotidiano (apelidado de “redemoinho”) em aliado, e não inimigo, do cumprimento das metas; falta de engajamento das equipes; alta rotatividade; dificuldades de comunicação entre os setores das empresas.

Ao expor a metodologia adotada pela Concept – As 4 Leis da Execução –, Fabiano Zanzin ressaltou que o principal objetivo em seu trabalho de coaching de empresas nem é propriamente atingir as metas, mas criar uma gestão compartilhada nas empresas. “Atingir a meta é uma consequência natural do processo”, diz Zanzin, numa fala que lembra a do médico e psicólogo Viktor Frankl, criador da logoterapia: “A felicidade é um produto adicional decorrente da busca por um sentido na vida”.

Um bom tempo do debate girou em torno do famigerado “redemoinho” – aquele trabalho operacional que não pode deixar de ser feito, mas que acaba engolindo as metas estratégicas da empresa. Para resolvê-lo, Zanzin sugere a adoção do Princípio de Pareto, segundo o qual 80% do tempo de trabalho gera 20% do resultado da empresa, e vice-versa. Essa proporção 80/20 é adotada pela Consult: os gestores e colaboradores devem utilizar 20% do seu tempo em atividades estratégicas e 80% em “redemoinho” – aquilo que precisa ser feito, é importante, mas não é estratégico.

As 4 Leis da Execução implantadas por Fabiano Zanzin são as seguintes:

1. Definir uma Meta Crucialmente Importante (MCI) para empresa e MCIs para os departamentos da empresa;
2. Definir medidas de direção para a consecução da MCI;
3. Criar um placar atrativo que mostre o desempenho das equipes na busca pelas metas;
4. Atribuir responsabilidades aos gestores e colaboradores.

Durante o Fórum na ACIL, foram apresentados também os cases de sucesso de empresas que adotaram a metodologia das 4 Leis da Execução, entre elas a ACIL. O superintendente da entidade, Diego Rigon Menão, relatou o impacto positivo da MCI no desempenho da equipe e no envolvimento dos diferentes setores para a consecução dos objetivos. “Na ACIL, podemos tranquilamente repetir a frase de Sam Walton, fundador do Wal-Mart: ‘Convoquei uma reunião com meus diretores sobre a crise e decidimos não participar dela’. No momento em que todos os empresários cortam despesas e eliminam o supérfluo, nós mostramos que a ACIL é um instrumento fundamental para a superação da crise”.