07/08/2014 00:00:00 Mudança na iluminação pública divide londrinenses

Fonte: JL

Os londrinenses estão divididos quanto à Sercomtel assumir o serviço de iluminação pública. É o que aponta um levantamento feito pela Canadá Pesquisas, entre o final de julho e o começo de agosto deste ano. O resultado aponta que 38,5% dos entrevistados consideram “ótimo” e “bom” que a telefônica gerencie o serviço; 25,2% dizem achar que essa mudança será “ruim” ou “péssima”; e 13,6% respondem que será “regular”.

A Canadá Pesquisas ouviu 450 pessoas, entre 29 de julho e 1º de agosto. A margem de erro é de 4,6% para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. Este é o primeiro levantamento feito pelo instituto, que ficou conhecido nos anos 1990 por acertar o resultado de eleições municipais.

Curiosamente, a satisfação em relação ao serviço de iluminação prestado hoje pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) está no mesmo patamar de apoio à mudança para a Sercomtel: 37,2% consideram o serviço da Copel ótimo ou bom, contra 26,7% que dizem ser ruim ou péssimo. Para 35,7%, é regular.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que o serviço de iluminação pública seja municipalizado em todo o Brasil até 31 de dezembro deste ano. Em Londrina, a ideia da Prefeitura é de que a Sercomtel, da qual é acionista majoritária, o assuma.

Superpostes
Outro assunto abordado pela pesquisa foi a polêmica em torno dos chamados superpostes, que mobilizou moradores de diversos bairros, como a Gleba Palhano, o Jardim Bandeirantes e o Jardim Presidente, entre outros. A força dos protestos impediu a continuidade da instalação dos equipamentos pela Copel na Gleba Palhano, mas não nos outros bairros.

Mesmo com a polêmica, a maioria dos londrinenses desconhece o assunto. O levantamento da Canadá Pesquisas mostra que 58,4% dos entrevistados não têm conhecimento do assunto, contra 39,4% que estão informados e 2,2% que o conhecem “mais ou menos”.

Na avaliação do coordenador de urbanismo do Conselho dos Condomínios Residenciais da Gleba Palhano (Congp), o advogado Carlos Scalassara, é preocupante que a maioria das pessoas não esteja informada sobre a discussão.

“A opinião publica é fundamental na democracia e é difícil ter opinião publica forte se as pessoas sequer têm conhecimento da situação”, ponderou ele.

Outros lados
A Copel não se manifestou sobre a pesquisa. O entendimento da empresa é de que o repasse do serviço para os municípios foi determinado pela Aneel, discussão da qual não participou.

Na Sercomtel, a informação é de que só o presidente da empresa, Christian Schneider, fala sobre a iluminação pública. Ontem, ele estava em viagem e não foi localizado pela reportagem.