17/06/2019 08:40:30 Londrina registra saldo positivo de 23% na criação de empresas nos primeiros cinco meses de 2019

Fonte: CBN

O levantamento feito pela Junta Comercial do Estado, a pedido da CBN Londrina, mostra que, apesar do momento político e econômico ainda de indefinições no país, o saldo entre o número de empresas abertas e fechadas aqui na cidade melhorou nos cinco primeiros meses de 2019, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados da Junta Comercial mostram que foram mais aberturas, 8.564, e menos baixas, quase 2.200. Uma diferença positiva de 23% em relação a 2018.

O economista e consultor da Acil, Marcos Rambalducci, diz que ainda é cedo para afirmar que os números revelam uma melhora da economia. Mas, ele avalia que há duas situações que contribuíram para esse cenário positivo na abertura de empresas, as mudanças na legislação trabalhista e o desemprego ainda em alta.

A análise dos dados mostra ainda que o pior mês de 2019 foi janeiro, que fechou com saldo positivo de pouco mais de mil empresas. Nos quatro meses seguintes, os números foram um pouco melhores. Todos tiveram saldo positivo de mais de 1.300 empresas. Mas, março, com quase 1.400 novas companhias, registrou o melhor saldo do ano até agora, bem acima de maio de 2018, o mais positivo daquele ano, com 1.200 aberturas.

Para Rambalducci ainda é muito cedo para afirmar que os números apontam uma tendência de recuperação da economia e que parte desse saldo positivo do ano na abertura de empresas está relacionada mesmo à devolução, no início de 2019, das vagas de emprego criadas no fim do ano passado.

O economista diz que a grande questão é: por quanto tempo as empresas continuam funcionando. Um relatório divulgado em 2018 pelo Sebrae nacional revela um dado preocupante, de cada quatro companhias abertas, uma fecha antes de completar dois anos no mercado. Rambalducci diz que a maior abertura de empresas em 2019 revela um aspecto positivo, o fato de muitos decidirem enfrentar o desafio de abrir um negócio. Mas, afirma também que um erro comum é empreender em função do desemprego e não das necessidades do mercado.

No caso das micro e pequenas empresas, os dados nacionais mostram que 80% delas fecham logo no 1º ano.