05/01/2016 00:00:00 53% dos lojistas avaliam bem as vendas de Natal

Fonte: Assessoria ACIL


Pesquisa da ACIL junto aos comerciantes de Londrina para avaliar os resultados das vendas de presentes para o Natal-2015 revela que a maioria dos lojistas – 53,9% – considera os resultados positivos. O índice representa a soma dos que avaliam o resultado do Natal como “ótimo” (12,2%) e “bom” (41,7%). Outros 22,3% dos comerciantes consideram o resultado “regular”. Para 15,1%, foi “ruim” e para 7,2%, “péssimo”. Realizado pela Litz Estratégia e Marketing, o levantamento ouviu 139 comerciantes entre os dias 28 e 30 de dezembro.

Em relação ao Natal de 2014, as vendas de 2015 foram “menores” na avaliação de 59,0% dos comerciantes, “iguais” para 22,3% e “maiores” para 18,7% dos lojistas. Entre os que consideram as vendas menores, destacam-se os segmentos de confecções (61,8%), calçados (62,5%) e ótica (62,5%). Entre os que venderam mais, destaca-se o segmento de móveis (28,6%).

Os comerciantes dizem que venderam menos, porém consideram o resultado do Natal positivo. Na opinião do diretor comercial da ACIL, Fernando Moraes, não há incoerência nisto. “Por tudo o que aconteceu em 2015, a expectativa do lojista apontava para um final de ano muito ruim”, analisa Moraes. “No fundo, o resultado do Natal acabou sendo melhor que o esperado.”

É a crise’

Entre os comerciantes que consideram as vendas de Natal menores em relação ao ano anterior, a grande maioria, 68,3%, atribui o motivo à crise econômica, seguida de cautela da população (17,1%), condição financeira do consumidor (15,9%), desemprego (14,6%) e baixo grau de confiança dos consumidores (7,3%). Neste caso, as respostas foram múltiplas.

A pesquisa da ACIL mostra também que 26,6% das empresas contrataram colaboradores temporários para o período de Natal, contra 73,4%. E que 15,1% delas investiram em treinamento para melhoria no atendimento ao cliente, contra 84,9%. O setor de confecções (41,8%) e empresas que possuem acima de 25 colaboradores (60,0%) foram os que mais contrataram para o Natal. O de móveis e empresas entre cinco e dez colaboradores foram os que mais investiram em treinamento.

Liquidações à vista

Dos 139 comerciantes entrevistados pela Litz, 51,1% responderam positivamente se pretendem realizar algum tipo de liquidação ou promoção para o início de 2016 – 48,9% disseram que não. Já o horário especial do comércio (que funcionou até as 22 horas entre os dias 7 e 23 de dezembro) contribuiu para elevar o volume de vendas na opinião de 38,8% dos lojistas – 61,2% disseram que não.

Os segmentos de calçados (75,0%) e de móveis (71,4%) são os que mais pretendem realizar liquidação/promoção, contra 62,5% das óticas. O segmento que mais positivamente avaliou o horário especial é o de calçados (50,0%). Os de ótica (87,5%) e móveis (71,4%) fizeram as avaliações mais negativas. O valor médio gasto com presentes para o Natal, na avaliação dos comerciantes, foi de R$ 189,69.

Em média, o parcelamento no cartão de crédito foi a forma de pagamento mais utilizada neste Natal, segundo 36,6% dos comerciantes, seguido de pagamento à vista, em cheque ou dinheiro, com 27,6%, cartão de débito (16,6%), à vista no cartão de crédito (13,1%), crediário (5,9%) e parcelamento em cheque (0,1%).

Expectativa para 2016

A pesquisa da ACIL traz, também, um dado positivo: a expectativa do comércio para 2016. Dos 139 lojistas londrinenses entrevistados pelo Instituto Litz, 56,1% responderam “melhorar” sobre a expectativa de vendas para este ano; 32,4% responderam “manter igual”, 10,8% “piorar” e 0,7% não respondeu.

Os segmentos mais otimistas para um aumento de vendas em 2016 são os de confecções (61,8%) e móveis (57,1%). As mais otimistas (61,3%) são as empresas que têm entre cinco e dez colaboradores.