04/05/2022 14:13:07 NDE planeja ações para que Londrina seja uma smart city

Fonte: Assessoria ACIL

Um dos temas mais importantes da pauta do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial (NDE) para 2022 é a transformação de Londrina em uma smart city. Por isso, o Núcleo vem levantando os ativos para definir quais são as ações necessárias para que a cidade seja funcional e eficiente para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Dentro desta pauta, o NDE recebeu Pedro Sella, diretor de Tecnologia e Operações da Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento (CTD), durante reunião presencial coordenada pela presidente Marcia Manfrin, na sede da ACIL, nesta terça-feira (3). 

Vale destacar que o CTD está alojado, atualmente, no Tecnocentro, futura sede do Ecossistema de Inovação de Londrina - e que deve ser inaugurado em breve. Surgido com a venda da Sercomtel Telecom, o CTD “tem como missão desenvolver, aprimorar e prover, por meios tecnológicos, soluções inovadoras que permitam a modernização de processos, otimização de recursos e a melhoria da qualidade dos serviços públicos, além da facilitação e simplificação da vida do cidadão”, segundo o site da Companhia. 

A definição de cidade inteligente apresentada por Pedro Sella é complementar à missão do CTD: “Uma cidade inteligente é aquela que coloca as pessoas no centro do desenvolvimento, incorpora tecnologias de informação e comunicação na gestão urbana e utiliza esses elementos como ferramentas que estimulam a formação de um governo eficiente, que englobam o planejamento colaborativo e a participação cidadã. Smart cities favorecem o desenvolvimento integrado e sustentável, tornando-se mais inovadoras, competitivas, atrativas e resilientes, melhorando vidas”. 

No retrospecto, Pedro Sella destacou que o tema smart city já era trabalhado em 2016, durante a IV Conferência Municipal de Ciência, Tecnologia & Informação, que contou com grupos temáticos e mesas-redondas. Em seguida, em 2017, o Fórum Desenvolve pesquisou e publicou um levantamento com os desafios que Londrina precisaria enfrentar para se tornar uma smart city. “Muitas coisas que precisamos fazer hoje, nós já sabíamos naquela época”, destacou Sella. O projeto de cidade inteligente foi delegado ao CTD em 2019, após a venda da Sercomtel. Desde então, a companhia vem trabalhando para transformar a cidade. 

Em 2021, uma parceria com a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e o PTI (Parque Tecnológico Itaipu) trouxe o projeto Rua Inteligente para a Rua Sergipe, trabalhando em cima de mobilidade, segurança, big data e integração.  

O MasterPlan 2040, cujo projeto foi finalizado em 2021, definiu a visão de futuro pretendida para a cidade: “Londrina inovadora, sustentável e com qualidade de vida”. É um conceito diretamente relacionado à cidade inteligente. Ao atributo “inovadora”, o MasterPlan inclui: “Uma cidade criativa e inteligente em todas as áreas, tecnologicamente avançada e com ambiente de negócios favorável à inovação e criatividade”. 

A inovação também está entre os desafios prioritários elencados pelo MasterPlan, que detalha a necessidade de:

-Impulsionar o ambiente e cultura de inovação;

-Fortalecer as redes de inteligência e o desenvolvimento de talentos com foco na inovação;

-Potencializar vocações criativas da cidade e valorizar a cultura local;

-Ampliar o uso de tecnologias na construção de soluções inovadoras para a cidade.

Como resultado, o CTD foi apontado pelo MasterPlan como responsável pelo Plano Estratégico Londrina Cidade Inteligente, um guia para “tornar Londrina uma cidade inteligente e polo de tecnologias portadoras de futuro, promovendo o bem-estar da população londrinense e melhoria da qualidade da gestão e eficiência de serviços na cidade”, segundo o próprio MasterPlan.

Por esses e outros motivos, capazes de ordenar e orientar o futuro de Londrina, é que as entidades do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, ao lado do CTD e do Tecnocentro, lutam agora para colocar o MasterPlan em prática, garantindo a sua execução e consequentes benefícios.

A reunião realizada na ACIL nesta terça (3) contou com representantes do CTD, Sebrae, CEAL, FIEP, Sincoval e Codel, além da própria ACIL.