03/02/2015 00:00:00 Número de empresas cadastradas no Simples cresceu 137% em Londrina


Mais de 2 mil empresas de Londrina optaram pelo regime do Simples Nacional em janeiro deste ano. No total, foram 2.458 empresas que buscaram o enquadramento no regime simplificado de impostos. O número é 137% maior que o registrado em janeiro de 2014, quando 1.036 empresas optaram pelo Simples. Os números são da Receita Federal. Embora expressivo, o total de cadastrados ficou aquém do que era esperado, segundo o delegado-adjunto da Delegacia Regional da Receita Federal (DRF) em Londrina, David Oliveira.

Segundo dados da DRF, o Município tinha, até dezembro de 2014, 18.220 micro e pequenas empresas cadastradas no regime simplificado, sem contar os cerca de 12,5 mil Micro Empreendedores Individuais (MEI), que também têm um regime especial de tributação. Londrina, sozinha, foi responsável por 49% das novos optantes pelo Simples na região atendida pela DRF, que compreende 63 municípios. “Na nossa área de atuação, 5.014 empresas se cadastraram no regime”, disse David Oliveira. Segundo ele, a procura maior foi sentida mesmo nos grandes centros, onde há mais prestadores de serviço. “Mesmo assim, ainda foi um pouco aquém do que prevíamos.” Os dados consolidados serão divulgados no próximo dia 13.

De acordo com o site da Receita Federal, no Paraná todo, foram cadastradas 33.975 empresas em janeiro. O número coloca o Estado em quinto lugar na lista de empresas optantes pelo Simples entre os Estados da União. O Paraná só perde para São Paulo (139.446), Minas Gerais (47.642), Rio de Janeiro (41.541) e Rio Grande do Sul (37.886).

O regime tributário simplificado é opcional para micro e pequenas empresas. Ele serve para unificar o valor dos tributos a serem pagos: Imposto de Renda para Pessoa Jurídica, IPI, contribuição social de lucro líquido, Cofins, PIS/Pasep e contribuição patronal previdenciária, além de ICMS e ISS. Os impostos somados variam de 4% a 17,42%, dependendo do tipo de negócio e do montante do faturamento.

Nova tabela

Em agosto do ano passado, o governo criou uma nova tabela, a 6, que incluiu no sistema do Simples outras 142 atividades econômicas, como advogados, médicos, jornalistas, psicólogos, fisioterapeutas e arquitetos, entre outros profissionais. O único critério é o teto anual de faturamento, de R$ 3,6 milhões anuais.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações, Pesquisas e de Serviços Contábeis de Londrina e Região (Sescap), Jaime Júnior Silva Cardoso, o número de optantes pelo Simples poderia ter sido bem maior pela quantidade de atividades incluídas na tabela 6. “Mas se esses prestadores de serviços tiveram uma assessoria de um profissional contábil, podem ter percebido que em algumas situações não valia a pena mudar o regime tributário.”

Segundo Cardoso, uma empresa de jornalismo, por exemplo, no regime de lucro presumido pagaria entre 14% e 15% de impostos. “No Simples, a mesma empresa passaria a recolher mais de 16%. Empresas e profissionais de contabilidade devem pensar bem e por no papel todas as contas antes de alterar o sistema tributário”, alertou.