26/11/2018 09:11:13 O crédito que faz bem aos bons negócios

Por Janaína Ávila - Mercado em Foco - ACIL

A empresária londrinense, Denise Arantes Gentil, viu numa casa importante para o patrimônio de Londrina, a oportunidade de fazer a sua empresa crescer. Perto de completar 15 anos de vida, a Ciranda, especializada em literatura infanto-juvenil e brinquedos educativos, mudou de endereço e agora funciona dentro de uma casa na Rua Prefeito Hugo Cabral, no coração do Centro Histórico.

Depois da reforma que devolveu a construção da década de 1950 (um projeto original do arquiteto João Batista Vilanova Artigas) à cidade, a Ciranda continua a girar. Em pouco mais de três meses, a empresária conseguiu viabilizar toda a reforma e reinaugurar a loja.

Em Cambé, um sacolão de hortifruti cresceu tanto que virou um restaurante e o salão alugado, passou a ficar pequeno para o movimento de clientes. A necessidade de ampliar o espaço, tanto para o atendimento quanto para a produção de alimentos na cozinha do Restaurante Frutare, fez o empresário Renilton Lopes de Lima, decidir pela construção de uma sede própria para a sua empresa.

O mesmo cuidado que ele tinha na hora de escolher os produtos para as bancas do Sacolão, ele manteve nos pratos do restaurante e, depois de 23 anos no mercado, finalmente o sonho de se livrar do aluguel, se tornou realidade. A expectativa é aumentar o quadro de funcionários em 2019 e ainda passar a oferecer o serviço para eventos.

Além de uma nova e promissora fase para as empresas, os dois empresários têm outra coisa em comum: ambos são beneficiários das linhas de financiamento da Fomento Paraná, uma instituição financeira de desenvolvimento do Governo do Estado e que conta com a ACIL como uma de suas principais parceiras.

O ponto de atendimento da Fomento Paraná, dentro da Associação, acolhe os empresários interessados em linhas de crédito para investimento em máquinas, equipamentos, construções ou reformas e também dinheiro para capital de giro, utilizado na compra de matérias-primas e insumos, por exemplo. Entre as vantagens, os juros mais baixos do mercado - um dos maiores atrativos do programa, principalmente diante da oferta oferecida pelas instituições privadas.

Além disso, através da ACIL, o empresário tem assessoria e acompanhamento de toda a prática junto à Fomento Paraná, gratuitamente. Segundo Claudia Pechin, gerente comercial da ACIL, um projeto de financiamento pela Fomento Paraná é uma excelente alternativa ao empresário que decidiu melhorar a infraestrutura do próprio negócio. Além dos menores juros do mercado, a Fomento, em parceria com a ACIL, oferece linhas de crédito para empresas com projetos a partir de R$ 20 mil até R$ 1,5 milhão. “Ao contrário do que muita gente pensa, não é um serviço apenas para empresas grandes. Os bancos de investimento público apoiam muito as pequenas e médias empresas do sistema público e privado. É um recurso que está à disposição dos empresários que atendem à todas as exigências do programa e cada projeto é único”, diz. Claudia explica que o processo de pedido de crédito obriga o empresário a se debruçar sobre o seu projeto, um estudo profundo da situação atual do próprio negócio e que exige muita dedicação por parte do principal interessado e um olhar para o futuro.

Através do ponto de atendimento da Fomento Paraná dentro da ACIL, o empresariado encontra todas as condições de ser apresentado à instituição de crédito. “Esse é o nosso papel, orientar o empresário dentro do melhor caminho para atingir os seus objetivos. É na Associação que as empresas se encontram e se fortalecem”, afirma. Com a ACIL como correspondente, o empreendedor ganha tempo já que, para conseguir o crédito através da Fomento Paraná, o empresário precisa estar com toda a documentação da empresa em dia. “A Fomento é muito criteriosa na análise das informações fornecidas, justamente por ser um órgão público”, completa a gerente comercial.

Adaueber de Paula Rodrigues, o primeiro contato do empresário dentro da ACIL com a Fomento Paraná, ressalta a importância da documentação na hora de montar um projeto. “Temos registro de casos, dentro do programa que, em 28 dias, o dinheiro já estava disponível na conta da empresa”, e acrescenta: “Uma vez aprovado um projeto de financiamento com a instituição, conseguir um segundo crédito é mais fácil”. As taxas de juros variam de acordo com o tipo de crédito e ainda existe a possibilidade de pleitear financiamento para equipamentos novos já adquiridos.

 

Sonho em construção

Atender a todas as exigências da Fomento Paraná pode parecer o mais difícil, mas a experiência também pode ser interpretada com um reconhecimento da trajetória da própria empresa. “Parecia tudo muito complicado e o apoio da ACIL foi fundamental”, conta Denise Gentil, da Loja Ciranda. A empresária chegou a procurar linhas de crédito em instituições privadas, mas os juros altos assustavam. “Fiquei com a sensação que a Fomento investiria onde existisse uma boa perspectiva. Tem a análise do negócio, do crédito, a vida da empresa é vasculhada. Ter o projeto aprovado significa que eles apostaram em mim também e, nesse sentido, sou muito grata. É como se a Fomento tivesse um olhar mais humanizado com cada projeto, eu percebi isso nas reuniões entre os empresários. Claro, eles analisam números, dados frios, mas a minha atividade não é uma empresa tradicional; eles apostaram no meu projeto de vida. Me senti cuidada”, conta. Hoje, Denise virou um tipo de garota-propaganda da Fomento Paraná, a sua experiência serve de inspiração a outros empresários que desconheciam o programa e que, agora, decidiram apostar no crescimento da empresa para o ano novo.

Esse é o caso do Renilton Lima, de Cambé. Ele também não sabia da existência da Fomento até que um amigo falou da possibilidade de conseguir financiamento com juros baixos e condições vantajosas para o seu projeto de expansão. A sua empresa começou como um sacolão em 1996. Desde o início, os assados de carne do fim de semana faziam toda a diferença no caixa da empresa. Passou para a produção de marmitex até chegar ao restaurante, instalado em um salão alugado desde 2011.

O terreno para a nova sede foi comprado com recursos próprios mas, para a obra, Lima precisava de ajuda. “Necessitei de um parceiro que acreditasse no meu trabalho, na minha capacidade de crescer e a ACIL acreditou nisso, abrindo uma porta para a Fomento Paraná”, conta. Ele também confirma a necessidade de estar com todos os documentos em ordem para conseguir o financiamento e o sentimento de vitória ao ter o projeto aprovado. “Fiquei contente, foi a confiança que eu precisava para continuar crescendo, modernizar a empresa, abrir a nova loja, gerar novos empregos. Sozinho eu não daria conta”, confessa.

Os recursos da Fomento Paraná também podem ser uma peça importante dentro da estratégia de crescimento da empresa. Para Analita Soto, contadora especialista em controladoria e finanças e CEO da Personality Contabilidade, em Londrina, a falta de planejamento é um risco grande para as empresas e, construir cenários de negócio possíveis, essencial. “É muito importante o empresário conseguir saber se o dinheiro será suficiente para sustentar aquilo que ele precisa e se as parcelas cabem no fluxo mensal de caixa da empresa”, explica. Com muitas variantes que podem atrapalhar a trajetória e sem construir cenários hipotéticos, o dinheiro do financiamento pode ser gasto de uma forma que não foi prevista inicialmente e aí, cumprir todos os compromissos assumidos com o banco pode ficar difícil.

Os cenários seriam três, pelo menos: um pessimista, um dentro do esperado e outro muito otimista. O ideal seria planejar o financiamento sem a urgência de uma situação: “O empresário analisa o seu fluxo de caixa projetado e, por exemplo, percebe que vai precisar de uma ajuda para pagar o 13º salário dos funcionários. Ele já sabe, com antecedência, que vai ter uma necessidade de capital”, completa. O planejamento se torna importante, continua Analita Soto: “É estratégico. Estamos vivendo uma fase difícil no país por causa da instabilidade política e econômica e o estudo desses três cenários possíveis pode ajudar o empresário a se proteger dos maus humores do mercado”, finaliza.