26/09/2018 07:58:48 Os 10 mandamentos para o varejo compreender o pós-consumidor

Fonte: Portal Novarejo

Nem Baidu, nem Bing, nem Yahoo, nem mesmo o maior buscador do mundo – o Google – sabem dizer no que consiste o conceito do pós-consumidor. E isso acontece não porque esses mecanismos de busca são falhos – muito pelo contrário. Mas sim porque esse conceito está sendo lançado agora e, logo, passará a ser indexado nas plataformas de busca. As contradições apontadas pela pesquisa da MindMiners, assim como a simbiose entre gerações que ela revela, refletem um pouco do que é o conceito de pós-consumidor – tema do Conarec deste ano. Ao contrário das Gerações Z, Y, X e dos Baby Boomers, esse conceito não é definido por uma faixa etária, mas por um novo mindset. 

“Estamos falando de um comportamento que nasceu nas gerações mais novas e replica-se como meme nos mais diferentes perfis e personas”, explica Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão. As pessoas querem viver sua maioridade e idade adulta de forma intensa, acumulando mais experiências breves em uma expectativa de vida longeva, sem as dores, os preconceitos e os padrões da maturidade. Nesse sentido, o pós-consumidor pode ser qualquer um, pois ele é mais do que um estereótipo: é um conceito. O pós-consumidor compartilha as necessidades identificadas ou percebidas inicialmente pelos mais jovens. Ou seja, podem ser avós, pais ou os próprios membros das Gerações Y e Z que adotaram hábitos, antes alheios à sua própria realidade.

Além disso, o pós-consumidor espera que, ao consumir um serviço ou produto, as empresas sejam proativas e atendam as demandas que ele ainda nem estruturou. Basicamente, deseja que as companhias identifiquem necessidades antes mesmo que elas existam.

E, por não tolerar burocracia e tarefas que gerem esforço, exige mais fluidez. Questões ambientais, sociais, econômicas também entram no radar do pós-consumidor e ele cobrará isso de cada agente participante da sociedade. Nesse sentido, tem interesse ainda em questões ligadas à natureza, à diminuição do ritmo – tanto de trabalho quanto de consumo – e a movimentos zen. Parece complexo – e é – entender como eles conseguem combinar essas características e, ao mesmo tempo, buscar experiências marcantes de consumo.

Mas essa é a realidade. Além disso, questões ligadas à igualdade de gênero, ao respeito a etnias, às orientações sexuais e a todo e qualquer tipo de minoria são fundamentais para o pós-consumidor – e ele espera a mesma atitude das empresas.

Outra premissa: ele é mais intolerante à falta de transparência e demanda atitude das empresas. Ou seja, não há espaço para meias-verdades. A chance de ele ser solidário e compreensivo é muito maior quando as companhias dizem a verdade, mesmo que ela não agrade.

Os 10 mandamentos do pós-consumidor

1) Ignora a faixa etária

Mais do que uma geração, o pós-consumidor é um conceito, um mindset que rompe com padrões e normas e, portanto, independe da idade.

2) Quer mais experiências pessoais

Busca experiências customizadas e que tenham a ver com seus valores.

3) Espera proatividade

Quer que as companhias atendam às demandas que sequer existiam. Deseja, portanto, que elas desvendem e resolvam suas necessidades.

4) Deseja agilidade

Por ser intolerante a tarefas que demandem esforço, exige fluidez nas compras. Ou seja, quer ter a opção de checkout e de pagamento por celular, por exemplo.

5) Prima por causas sociais e ambientais

O pós-consumidor se interessa por questões ligadas à natureza e por projetos sociais e espera que companhias defendam as mesmas causas.

6) Aprecia a transparência

Em tempos de Lava-Jato, não tolera meias-verdades e demanda transparência das empresas.

7) Exige igualdade

Questões ligadas à igualdade de gênero, ao respeito a etnias e à orientação sexual fazem parte do escopo do pós-consumidor. Ele não admite que as empresas tenham comportamentos preconceituosos com seus funcionários, tampouco com seus clientes.

8) Insiste em ser autêntico

O pós-consumidor quer assumir comportamentos e atitudes próprias. Isso o torna mais complexo para as marcas.

9) Ignora o marketing de massa

Não dá bola para campanhas que atingem milhões de pessoas. Quer se sentir importante para a empresa — tal como realmente é — e espera que o diálogo seja direto. É assim que ele irá se tornar fiel.

10) Valoriza a transformação

O pós-consumidor está em constante transformação. Assim como tudo que o cerca, demanda novas ideias, produtos e serviços.