15/07/2015 00:00:00 APL de Software da região ganhou 3 mil novas empresas entre 2013 a 2015

Fonte: Jornal de Londrina

Em dois anos, a mão de obra do setor de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) buscou qualificação e, hoje, 80% das empresas contam com funcionários graduados e pós-graduados. Em 2013, apenas 58% dos trabalhadores da área tinham nível superior. Esse e outros dados estão na pesquisa realizada pelo Sebrae, por solicitação do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), sobre o perfil das empresas na área de abrangência do Arranjo Produtivo Local (APL) de Software.

Hoje, em um raio de 70 quilômetros a partir de Londrina, há 1.181 empresas de TIC que empregam cerca de 19 mil funcionários - com alta de 3 mil vagas entre 2013 e 2015 -, e com um faturamento expressivo. Das 60 empresas consultadas na pesquisa, 44% empregam mais de seis funcionários e 38%, de um a cinco funcionários. Do total, 56% faturam até R$ 360 mil ao ano e 25% atingem uma marca entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

A pesquisa constatou também que 28% das indústrias dependem exclusivamente do mercado da região, grande parte atende clientes em São Paulo e Santa Catarina e apenas 13% se dedicam à exportação.

Segundo o diretor de Ciência e Tecnologia da Codel, Pedro José Granja Sella, a pesquisa foi encomendada para se entender melhor as demandas do setor para focar em ações que venham efetivamente a contribuir com o desenvolvimento das empresas do APL e torná-las mais competitivas. “Londrina já tem algumas ações que precisam ser fortalecidas, como o ISS Tecnológico, que pode ajudar essas empresas, já que todas as outras precisam de inovação e tecnologia. O problema é que a maioria dos empresários ainda acredita que o ISS é voltado exclusivamente para área de TI, o que não é verdade.”

Segundo Sella, em 2014 apenas R$ 500 mil em projetos foram aprovados porque não houve procura. Além disso, ele cita o Programa Municipal de Incentivo à Inovação (Promin), um novo programa destinado ao patrocínio de projetos de inovação tecnológica e científica, em moldes parecidos ao do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). “A partir do ano que vem, as empresas poderão dispor de recursos para projetos inovadores.”

O presidente do APL, Luís Carlos Albuquerque Silva, diz que um raio X do tipo é importantíssimo. “Há algumas coisas que já sabíamos, mas colocando no papel, podemos entender melhor nosso posicionamento.” Um dos pontos apurados e que chamou a atenção de Silva é sobre a despesa com a mão de obra. “Três quartos do faturamento vão para a mão de obra, que está mais qualificada, e isso é muito bom.”