04/05/2015 00:00:00 Setor de TI se expande e aquece mercado de trabalho para jovens

Fonte: Folha de Londrina

Um cenário promissor, mas com uma demanda de mão de obra ainda reprimida. Se anos atrás, já se falava no crescimento da área de Tecnologia de Informação (TI), hoje isso é uma realidade e com oportunidades imediatas.

No ano passado, segundo o Censo da Federação das Associações da América Latina, Espanha, Portugal e Caribe de Entidades de Tecnologia da Informação (Aleti), 79% das empresas de TI do País registraram crescimento. Em uma projeção regional, esse aumento é ainda maior. De acordo com o Censo, no Paraná esse número chega a 82%.

Além disso, os investimentos na indústria de software brasileiras apontam que os estados do Sul e Sudeste concentram 78% do total, segundo dados divulgados ano passado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES). E essa progressão não é à toa.

Estatísticas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que, em 2013, 85,6 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade utilizaram a internet, sendo que 7,2 milhões acessaram exclusivamente por meio de celular, tablet e outros dispositivos móveis. Isso tudo se deve à evolução das tecnologias.

No entanto, na contramão dessa expansão há a falta de profissionais qualificados. E a resposta para isso pode ser a dificuldade das empresas em encontrar pessoas com domínio de ambientes de desenvolvimento de linguagens, segundo o IBGE.

Porém, o Paraná, em especial a região Norte, vem se destacando pela infraestrutura e serviços de telecomunicação, em especial como centro acadêmico ao oferecer todo o suporte para o desenvolvimento de mão de obra. Essa afirmação é do professor Hans Muller, coordenador do curso de Engenharia Elétrica e Redes de Computadores da Faculdade Pitágoras em Londrina.

Para ele, muito mais que investigar bem o curso escolhido, é importante que o interessado tenha um perfil em tecnologia e afinidade com conhecimentos em matemática e inglês. "A informática não é nada sem a matemática. Qualquer programa que eu desenvolva tem essa ciência por trás. Já o inglês é necessário devido aos termos e à bibliografia, que na sua maioria vem neste idioma", ressalta.

Gabriel Henriquez, presidente do Arranjo Produtivo Local (APL) de TI de Londrina e região, acrescenta que este "perfil" também deve estar voltado à lógica e ao autodesenvolvimento. "Na maioria das vezes, as pessoas ligadas à área de TI são bastante autodidatas. As escolas e universidades dão a fundamentação, mas a cada dois ou três anos, temos um conjunto de novas tecnologias e aplicações que exigem um aprimoramento constante por parte do profissional", comenta.

Dentre os cursos, as principais opções atualmente são: Sistema de Informação, Ciências da Computação, Engenharia de Software, Engenharia da Computação e Redes de Computadores. "Merece destaque o desenvolvimento de aplicações mobile que hoje estão fortemente sendo procuradas, ou seja, que tem um potencial bastante promissor. Pegamos um smartphone hoje e temos uma infinidade de aplicativos", complementa Muller.

OTIMISMO
Um recente levantamento da Tech Pro Research também revela dados interessantes do setor de TI no que se refere a investimentos. A pesquisa feita com 147 executivos de vários países e que são responsáveis pela recomendação e aprovação da compra de TI em empresas globais, revela que 45% das companhias vão crescer seus investimentos neste ano.