18/08/2015 00:00:00 Startup Weekend deixa "rastros" de ideias e negócios inovadores

Fonte: Jornal de Londrina


A 1ª edição do Startup Weekend Londrina acabou no fim de semana, mas deixou um rastro de ideias e negócios novos com capacidade para ganhar as ruas e a internet. Após 54 horas de atividades e conexão entre empreendedores de todo país, o evento terminou com a criação de 15 novas empresas – a maioria voltada à área de tecnologia e inovação. Na competição de novos negócios, o projeto Horta na Porta ficou em primeiro lugar entre mais de 50 ideias.

A concepção inicial do Horta é de duas nutricionistas de Brasília que convenceram os londrinenses de que entregar frutas e verduras em casa resolveria a vida de quem tem costume de pedir pela internet – mas nunca passou do delivery de comida pronta-entrega.

Em Londrina, quitandas e sacolões já entregam produtos de quitandas em casa – mas nenhuma empresa nasceu só para fazer isso e pela internet. Embora o negócio ainda não exista na prática, o biomédico Cristiano Teodoro Russo, 41, apostou as fichas na proposta e, agora, se vê praticamente como um sócio do Horta na Porta.

“As pessoas quase não ficam em casa e tem muitas dificuldades para comprar frutas, verduras e legumes. E se o interessado fizesse a feira online e recebesse o kit na porta, em casa mesmo?”, diz ele. “Eu consumiria, minha mãe também, minha esposa disse que gostaria, os amigos que consultei adoraram e em entrevistas com 100 pessoas o interesse foi total”, diz ele. No projeto, o kit do Horta viria com frutas selecionadas e limpas, dentro de uma caixa.

Apenas no fim de semana do Startup Weekend, os integrantes do Horta na Porta produziram um site, lançaram a ideia nas redes sociais e, experimentalmente, venderam seis kits – todos entregues. “Entregamos para pessoas na Gleba, no centro e em bairros distantes. Para um teste de validação, foi fantástico”, conta o biomédico, participante do grupo.

Sistema Rais

Embora esteja preparado para entrar de cabeça na proposta no ramo de alimentação, Russo já é dono de outro produto: o Rais, um sistema que promete armazenar exames médicos e dados de pacientes na “nuvem”, criando um histórico sobre a saúde de qualquer pessoa.

“Quem aguenta ficar carregando exames de um médico para outro? Queremos armazenar tudo na internet e dar acesso aos pacientes”, explica. O sistema Rais é um embrião, mas já procura investidores aptos a despejar investimentos que começam em R$ 400 mil.

O grupo também aguarda o resultado sobre dois editais de inovação em saúde que podem investir recursos na proposta e já vende a ideia para empresas do setor – como hospitais e laboratórios interessados em acabar com diagnósticos e exames em papel. “É o futuro para já: acabar com papelada em hospitais, clínicas e empresas de saúde”, aposta Russo.

Desafio é logístico: ligar produtor com consumidor

Dois anos atrás, Luiz Vicente M. Rando, 40, saiu da área comercial de um canal de televisão de Londrina para se tornar fabricante de camisas personalizadas, com entregas online: aPlanetshirts.com.
“Sou de outro setor, mas é impossível não gostar de uma ideia boa como o Horta na Porta. Para mim, foi genial participar da formatação da proposta”, diz, entusiasmado. Para o empresário, entregar frutas e verduras na porta de quem não iria até o balcão da quitanda ou do mercado resolveria um problemão para muitos londrinenses.

“O segredo desse tipo de negócio certamente é a logística”, aponta. Se o Horta quiser “vingar” precisará encontrar produtores, estabelecer um centro de seleção dos produtos e fazê-los chegar aos interessados com custos que não sejam tão diferentes dos preços da feira e do supermercado. “

O Startup Weekend é o tipo de evento que oxigena a cabeça dos empreendedores que participam e injetam ânimo em qualquer negócio”, assegura.