26/12/2018 08:27:26 Vendas de Natal devem atingir a meta de 5% de alta

Fonte: Folha de Londrina

No último domingo (23) antes do Natal, as lojas ficaram lotadas e as ruas do Centro de Londrina estavam cheias de pessoas circulando com sacolas de compras. No entanto, o movimento do dia não atingiu as expectativas dos comerciantes locais. Mesmo assim o setor está otimista com as vendas de Natal e aposta em crescimento de 5% em relação ao ano passado. "A nossa expectativa era maior. Hoje [domingo] era os 44 minutos do segundo tempo e frustrou um pouco, mas temos o dia de amanhã [segunda-feira]. No contexto geral, a última semana teve muito movimento", disse Ovhanes Gava, presidente do Sincoval (Sindicato do Comércio Varejista de Londrina). Nesta segunda (24) o comércio abre das 9 às 17 horas. 

Há uma sensação de otimismo na retomada da economia, que tem favorecido o consumo. "Este ano não está ruim. O mercado está passando por alteração, você o pessoal gastando e as lojas cheias", comentou o comerciante Isaías Rodrigues da Silva, 43, morador de Cambé. Ele aproveitou o domingo para comprar os presentes para os netos. Silva contou que este ano vai gastar com itens mais caros. A cozinheira Maria de Lourdes Francisco, 51, também vai investir em presentes de valor maior, mas só as crianças serão presenteadas. "Estou comprando brinquedos, roupas e calçados, mas só para os filhos, netos, sobrinhos e noras", afirmou, mas disse que é preciso pesquisar os preços. A cozinheira também está otimista com 2019 e pretende entrar o ano com as contas em dia. 

Pesquisa encomendada pela Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) mostrou que os presentes devem injetar R$ 119 milhões na economia local. Segundo o levantamento, 56,5% dos londrinenses entrevistados pretendiam gastar com presentes de Natal. O valor médio que cada consumidor deve gastar é de R$ 490. 

A sondagem da Fecomércio Paraná mostra ainda que este Natal será o melhor desde 2014 em termos de valores. Os paranaenses pretendem gastar mais, com um tíquete médio em R$ 312,25 para a compra de todos os presentes. No ano passado o valor foi de R$ 240,00. Em 2016 de R$ 292,50, em 2015 de R$ 256,00, e de R$ 295,00 no Natal de 2014. 

A merendeira Clarice Ferreira Lopes, 51, está sendo econômica nos presentes. "Comprei pouco, coisas baratas que é o que o dinheiro dá. Mas queria comprar mais", disse. Ela também percebe um otimismo maior neste fim de ano. "O povo está mais animado, confiante. Deu uma animada. O que desanima é não pode comprar o que a gente quer", brincou. 

Desempregada desde que a filha de quatro anos nasceu, Eliana dos Santos, 40, ainda não decidiu onde fará as compras de Natal. Neste domingo ela estava pesquisando os preços nas lojas do Centro. "Vou comprar brinquedos, mas ainda não decidi se compro aqui ou no comércio lá perto de casa", afirmou. 

DÉCIMO TERCEIRO 
O coordenador do Grupo Nova Sergipe, Angelo Pamplona da Costa, afirmou que o movimento aumentou após a liberação da segunda parcela do 13º salário. "As compras estavam diluídas ao longo do mês, mas com a parcela do 13º o movimento aumentou", comentou. Ele acredita que o balanço vendas será positivo. "Estamos otimistas, mas é um otimismo moderado." O Sincoval trabalha com um incremento de 5% nas vendas de Natal em relação ao ano passado e deve encerrar o ano estável. 

O subgerente de uma loja de calçados, Gilmar Souza Lopes, afirmou que o fluxo de clientes foi maior a noite. A loja apostou em promoções diferenciadas, prazos e condições de pagamento. "Já estamos com 10% a mais de vendas", disse. 

Os eletrodomésticos e celulares devem ter uma boa saída. De acordo com diretor comercial dos Móveis Brasília, Fernando Maurício de Moraes, presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), nas lojas da rede a venda de eletrodomésticos tem uma projeção de alta é de 12% e em celulares de 19%. 

ANTECIPAÇÃO 
Segundo Moraes, o "Natal não está mais tão forte com as antecipações que tem na Black Friday. A Black Friday teve um desempenho muito grande. Tivemos um crescimento de 20% nas vendas no comércio físico", afirmou. "Com a crise o brasileiro está aprendendo a comprar e se organizar", completou. Ele lembrou, ainda, que muitos consumidores também deixam as compras para período de liquidações em janeiro.