Presidente da Acil, Vera Antunes, associa disciplina do esporte à liderança feminina nos negócios

Empresária afirma que constância, preparo e apoio coletivo são essenciais para ampliar o protagonismo das mulheres.

Equipe ACIL

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Fonte: CACB

Essenciais na vida de atletas, a organização, dedicação e disciplina ajudam a moldar uma carreira de sucesso. E no empreendedorismo, isso não é diferente. É o que afirma a presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), do Paraná, Vera Antunes. Isso porque ela traz uma perspectiva diferente sobre como cresceu no empreendedorismo feminino através do que aprendeu no esporte, uma vez que atuou como jogadora de voleibol durante 30 anos, inclusive com capitã de equipe.

“O esporte traz disciplina, treino, técnica, e isso automaticamente a gente leva para a gestão das nossas empresas e para a liderança”, diz a empresária e presidente da Acil. Ela reforça que carrega para o ambiente corporativo a lógica que aprendeu nas quadras: planejamento, execução, correção de rota e constância. “Sempre que eu penso em levar projetos para as empresas, eu tenho o pensamento de atleta. Esses quatro elementos são fundamentais para o empreendedorismo, para a gestão e para a liderança”, ressalta.

Sonhos com constância

A presença feminina no mercado de trabalho brasileiro apresenta avanços, mas ainda revela desigualdades estruturais. De acordo com o estudo “Estatísticas de Gênero”, divulgado pelo IBGE, em 2024, pouco mais de 50% das mulheres participam da força de trabalho, enquanto para homens o índice supera 70%. O levantamento também mostra que mulheres dedicam quase o dobro do tempo aos cuidados de pessoas e aos afazeres domésticos.

Com 40 anos de experiência empreendendo, a presidente da Acil destaca que resiliência vai além de um conceito repetido no mundo dos negócios. “Resiliência não é moda, não é clichê. É resultado daquilo que você empreende e se esforça para fazer na vida. Nós temos que ter sonhos, e eles se realizam com constância”, afirma.

Apesar do crescimento da presença feminina no empreendedorismo, Vera observa que o acesso aos cargos mais altos ainda demanda esforço adicional. “Para você ter uma CEO, uma presidente de empresa, um cargo de alto escalão, o esforço ainda é maior. Mesmo com pesquisas mostrando que empresas lideradas por mulheres podem ter até 25% mais produtividade e lucratividade, ainda existe resistência. A gente precisa caminhar muito e provar muito”, pontua.

Liderar é desenvolver pessoas

A experiência como capitã de equipes de voleibol também influencia sua visão de liderança. Para Vera, estar à frente não significa apenas conduzir, mas desenvolver talentos. “Quando você é capitã, além de conduzir, você tem que desenvolver as pessoas. Na empresa não é diferente. Você precisa mostrar o caminho, falar das habilidades, das competências que a mulher tem. É a sororidade, uma ajudando a outra”, destaca. Ela reforça, ainda, que nenhuma estratégia é construída de forma isolada. “Toda estratégia é feita a muitas mãos. O fazer junto é essencial”.

Na avaliação da presidente da Acil, o momento é propício para o crescimento da mulher nos negócios, desde que haja preparo e visão de longo prazo. “A mulher tem uma capacidade muito grande de realização. É um cenário que podemos alcançar e nos destacar, mas precisamos estar preparadas para que seja sustentável”, diz Vera.

Ao celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, Vera deixa uma mensagem de incentivo: “Que todas as mulheres tenham intensidade e constância em tudo que forem construir, desenhar e planejar. Estamos juntas na construção de uma história linda que podemos ter.”

Mulheres no esporte

A presidente da Acil explica que, no Brasil e no mundo, a participação feminina no ambiente esportivo é muito recente. Até pouco tempo, havia proibições. No Brasil, por exemplo, somente em 14 de abril de 1941 foi que o ex-presidente Getúlio

Vargas assinou o Decreto-Lei no 3.199, que delimitou a participação de mulheres em práticas esportivas, com justificativas relacionadas a questões fisiológicas. De acordo com aquela legislação, elas não poderiam atuar em alguns esportes, como o futebol. No País, o decreto funcionou como principal norma esportiva para as mulheres até 1979.

No entanto, no contexto mundial, já havia participação feminina nas olímpiadas desde o início do século passado, com registro de participação da primeira mulher nos Jogos Olímpicos de Paris, em 1900.

Parceria
A ACIL integra o Conselho Deliberativo da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e o Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), que atua no fomento ao empreendedorismo feminino. A organização paranaense também está inserida no grupo G50+, movimento lançado pela CACB para fortalecer a representação política e empresarial no País.

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