Museu de Arte reabre as portas com preservação histórica e novas exposições

Evento celebrou, nesta quarta (1º), a reativação do edifício tombado como patrimônio histórico brasileiro.

Equipe ACIL

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Fontes: Rakelly Calliari/N.Com e Assessoria ACIL

Após quase sete anos fechado, o Museu de Arte de Londrina foi reaberto ao público na noite desta quarta-feira (1º), em cerimônia que marcou a conclusão das obras de restauro e adequações estruturais do edifício histórico localizado na região central da cidade. A reabertura foi acompanhada por autoridades, agentes culturais e público, com programação que incluiu a exibição de um documentário, além de apresentações musicais. 

Projetado pelos arquitetos Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, o prédio — tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2021 — passou por intervenções que absorveram R$ 2,1 milhões de investimentos, com o objetivo de preservar suas características originais e, ao mesmo tempo, incorporar melhorias de segurança, acessibilidade e conforto.  

Durante a cerimônia, o prefeito Tiago Amaral destacou o caráter simbólico da reabertura, ressaltando o valor do espaço por toda sua relação com a memória e a identidade da cidade: “O Museu é parte da nossa história e da nossa identidade. Ele está diretamente ligado com a evolução da região e do povo pé-vermelho. Nosso objetivo é concretizar ações que comprovem a vocação acolhedora da cidade e que reforcem nosso DNA inovador e de vanguarda”, apontou. “O Museu de Arte é uma verdadeira obra de arte a céu aberto e assim precisa ser valorizado. Estamos muito felizes em revitalizá-lo e devolvê-lo como um ambiente ativo e pulsante ao povo e à classe cultural e artística tão rica que temos”, declarou o prefeito. 

O secretário municipal de Cultura, Marcão Kareca, ressaltou que a reabertura vai além da entrega física do espaço. “É hora de celebrar um feito, que não significa apenas uma entrega estrutural, mas parte da valorização da nossa história e origem. Nossa arte e cultura merecem isso: um museu atrativo, acolhedor e de portas abertas para ser uma ferramenta de vigor cultural permanente”, afirmou, acrescentando que a parceria entre diferentes esferas de governo e o envolvimento de servidores públicos foram fundamentais para viabilizar a obra.  

O gestor da cultura no município comentou, ainda, a programação que fica em cartaz pelos próximos meses: “Teremos aqui, ineditamente, o Museu Paranaense com um satélite seu instalado no nosso Museu de Arte, iniciando uma bonita história que renderá enormes frutos para a cultura local, e permitindo a milhares de londrinenses e visitantes usufruir desta riqueza. E também damos o devido valor e visibilidade ao acervo próprio do Museu de Arte de Londrina, com tantas obras de valor imensurável”, relatou. 

O projeto estadual de descentralização cultural comentado pelo secretário é uma das grandes novidades anunciadas para a reabertura do espaço. Londrina passa a abrigar o primeiro museu satélite do Paraná, com a instalação de um núcleo local do Museu Paranaense. A secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande, afirmou que a iniciativa busca ampliar o acesso aos acervos. “Nos sentimos felizes e honrados por inaugurarmos hoje, em Londrina, o projeto estadual de museus satélites, descentralizando a presença de museus importantes que temos em Curitiba e levando para os municípios do interior paranaense. A cultura precisa de incentivo prático. O Museu de Arte de Londrina é um templo cultural, erguido com arquitetura renomada de Vilanova Artigas. Ele conta a história de uma antiga rodoviária que marcou época, depois se tornou um lindo museu, e que agora recebe o cuidado e tratamento que merece”, disse.  

O deputado federal Nelsinho Padovani, responsável pela emenda parlamentar que contribuiu para a conclusão das obras no museu, destacou a importância do investimento público no espaço. “Ter contribuído para essas obras se transformarem em realidade me alegra. É um local de muitas histórias, vivências e paixões, representa Londrina fortemente e merece essa força renovada agora para que as gerações atuais e vindouras aproveitem”, afirmou. 

Durante o evento, Padovani anunciou um novo investimento de R$ 4,6 milhões para a reforma e ampliação do Teatro Zaqueu de Mello, que deverá receber recursos adicionais do município. 

Entidades

Vice-presidente da ACIL, Gerson Guariente destacou a união entre instituições: “As entidades da sociedade civil organizada vêm trabalhando nestes últimos anos com muita força para conseguir devolver para a sociedade os nossos ativos, os nossos espaços públicos. São espaços que nos devolvem cidadania e humanidade. Muitas vezes confundem nossa atuação de empresários, como se ficássemos num quadrado, sem humanidade. Nós somos seres humanos e nós brigamos pela sociedade, nós fazemos a nossa parte. As nossas empresas têm a sua responsabilidade. Nós temos que recuperar nossos espaços e fazer nossos projetos de ocupação da cidade, de criação de roteiros turísticos e trazer as crianças para viver a cidade de Londrina”, destacou.

Programação artística – A noite de reabertura teve apresentações musicais e a estreia de um documentário sobre a relação do arquiteto Vilanova Artigas com Londrina, dirigido pelo jornalista e cineasta Luciano Pascoal. O filme foi exibido em um telão montado sob os arcos do museu. Segundo o diretor, o documentário busca preservar a memória e ampliar o conhecimento sobre a influência do arquiteto na cidade. “Tenho muito orgulho dessa obra, resultado de um projeto que já vem de anos. A gente não consegue planejar uma cidade do futuro sem guardar o nosso passado, sem guardar a nossa memória, sem prestar homenagem às pessoas que construíram a cidade. A Londrina que a gente conhece hoje deve muito à visão desse arquiteto fabuloso, que foi o Vilanova Artigas”, afirmou. A programação musical teve as participações do violonista Natanael Fonseca, da Orquestra de Câmara Solistas de Londrina e do Coro Voz Viva.

Quem for visitar o museu nas próximas semanas, encontrará duas exposições em cartaz. A mostra “Cidade Londrina” reúne obras do acervo próprio do museu, em comemoração aos 33 anos da instituição. Já a exposição “A riqueza de um patrimônio em movimento: por dentro da vida e da coleção de Vladmir Kozák” traz parte do acervo do Museu Paranaense, com peças doadas pelo pesquisador tcheco que dá nome à exposição. 

O funcionamento regular será de terça a sexta-feira, das 11h às 17h, e em dois sábados por mês, das 9h às 13h, com entrada gratuita. Em abril, as aberturas de fim de semana ocorrerão nos dias 11 e 18. O Museu de Arte de Londrina fica na Rua Sergipe, 640.

Foto: Emerson Dias/N.Com

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