Londrina no Cenário Global: Evento do NComex na ExpoLondrina debate estratégias e práticas de sucesso para 2026

Empresários e especialistas se reuniram na última terça (14) no Parque de Exposições Ney Braga para discutir internacionalização, networking e o potencial exportador da região.

Equipe ACIL

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Londrina deu mais um passo importante para consolidar sua presença no mercado internacional na última terça-feira (14). O Núcleo de Comércio Exterior da ACIL (NComex) promoveu o evento Expo Comex – Conectados ao mundo: As melhores práticas do comércio internacional para 2026. O encontro aconteceu durante a ExpoLondrina, no Pavilhão Casa do Criador, e reuniu cerca de 100 lideranças, especialistas e empreendedores para debater como a exportação pode fomentar o crescimento econômico regional e posicionar Londrina estrategicamente no mercado internacional.

Durante as boas-vindas, o superintendente Diego Menão comentou sobre a importância de empresários se reunirem para debater o assunto e destacou que a internacionalização exige uma mudança de mentalidade. “A gente precisa exercitar a capacidade de pensar além e acreditar que daqui de Londrina a gente pode ser um motor de funcionamento para o mundo. É assim que a gente vai colocar a nossa cidade em outro patamar”, afirmou.

Menão também ressaltou o projeto de Place Branding em curso e seu papel para reforçar a atratividade da cidade para o mercado externo: “É um trabalho articulado entre as instituições privadas e o poder público para um plano de ação conjunto de posicionamento de Londrina para o mundo, com estratégia, caminhos e cuidado”.

Expertise local
A diretora de Comércio Internacional da ACIL, Karine Melaré, enfatizou que o mercado local já possui a expertise necessária para conquistar mercados estrangeiros. “O Núcleo se reúne para trazer pautas aquecidas, informações e orientações. Tantas vezes vimos os empresários saírem de Londrina para buscar orientação em outros estados, sendo que aqui temos um misto de excelentes profissionais capacitados em desembaraço aduaneiro, tecnologia e internacionalização”, pontuou.

Segundo a diretora, o planejamento é fundamental para o empresário que pretende internacionalizar a empresa: “Sabemos que temos um país extremamente burocrático, mas se seguirmos uma linha, um planejamento, conseguimos passar por esse caminho com tranquilidade”.

Comex em Londrina
Rubens Negrão, gerente da regional Norte do Sebrae-PR, celebrou o engajamento do setor na cidade. “O Núcleo de Comércio Exterior é mais um ativo de capital social de Londrina. Isso já vem transbordando, porque não é mais um problema das empresas, é um desafio do setor econômico. Olha a quantidade de benefícios que temos quando as divisas ficam na cidade”, concluiu.

Representando o poder público, o vice-prefeito Junior Santos Rosa ressaltou a importância da iniciativa para atrair oportunidades para a cidade. “Iniciativas como essa mostram a evolução de uma cidade e a evolução dos empreendedores. O fato de vocês estarem aqui mostra que Londrina é um grande e bom ambiente para os negócios”, declarou.

Potencial pouco explorado
O consultor internacional Jorge Biff Neto ministrou a palestra Internacionalizar não é luxo, é estratégia, onde provocou a plateia a repensar a capacidade produtiva nacional e apresentou oportunidades de produtos e serviços locais que podem ser atrativos para o mercado externo. Para ele, o primeiro passo é superar barreiras culturais.

“Internacionalizar é usar o Brasil como vantagem competitiva lá fora. Nosso produto tem suas vantagens, utilizem as vantagens do produto brasileiro. Poucos países são agraciados com o que a gente tem em potencial. As empresas ao redor do mundo querem explorar o potencial do nosso país”, alertou.

O consultor ainda destacou a abundância de possibilidades de exportação no mercado brasileiro. “A questão não é a falta de produto. Vocês têm um produto. Só é preciso encontrar a estratégia e o mercado.”

Segundo Biff, a base do projeto de internacionalização deve combinar mercado, modelo e margem ou preço. “Seu produto resolve um problema: é um problema interno do nosso país ou um problema global? Essa é uma base para vocês pensarem se o seu produto tem capacidade de se internacionalizar. Mercado, modelo, margem ou preço. Se não tiver os três, você não fecha o projeto.”

Biff ainda trouxe dados de mercado que revelam um vasto campo a ser explorado pelas empresas nacionais: de cerca de 22 milhões de empresas brasileiras, apenas 30 mil exportam, sendo que 12 mil são pequenas empresas. Ele destacou que o mercado chinês, por exemplo, está ávido por produtos manufaturados e processados do setor alimentício, indo além das commodities tradicionais.

Experiências Reais: Os desafios de quem já exporta
O painel Práticas de sucesso na exportação: Experiências reais de empresários reuniu depoimentos de quem vive o dia a dia do comércio exterior, incluindo os desafios enfrentados. Um ponto em comum apresentado pelos painelistas foi a importância do networking e da adaptação cultural como chaves para o sucesso ao explorar novos mercados.

Fabiane Rocha, empresária da Resultagro, destacou a importância de unir o contato humano e o digital nos negócios. “O networking é fundamental. Como cada país tem suas particularidades, é importante você ter parceiros locais. A soma do mercado digital com o físico é o que tem dado certo para o meu negócio”, revelou.

Com exportações para 17 países, Flávio Cristiano, gerente de Comércio Exterior da Balanças Açores, apontou o entendimento sobre a cultura e das demandas locais é fundamental para conquistar espaço no mercado internacional. “Meu principal desafio foi identificar o tamanho da demanda de cada país, estudar o que o país oferece, qual a mentalidade do produtor rural. Hoje o Brasil é referência mundial no agro, então estamos bem à frente”, disse.

Já Thiago Romanelli, empresário da empresa Romanelli, que atua com equipamentos para obras de infraestrutura viária e rodoviária, reforçou que sua atuação com exportação foi potencializada por meio da participação em eventos e feiras internacionais. “Nós sempre investimos em feiras e eventos. A partir daí, começamos a encontrar parceiros, treinar pessoas e estruturar a cadeia. Isso leva tempo, mas para nós a exportação sempre foi muito lucrativa. O que você produz, pode ter certeza de que em algum lugar no mundo, alguém precisa”.

Fortalecimento do mercado local
Fabrício Bianchi, presidente da Codel, esteve presente no evento e refletiu sobre a importância de o empreendedor ter um ecossistema de apoio para expandir sua atuação. “Trabalhamos para atrair indústrias de base tecnológica e fazer com que as já instaladas sejam assistidas, monitoradas pela Codel junto às secretarias, para facilitar a instalação e o crescimento deles aqui”.

O evento contou com o apoio do Sebrae e promoveu a troca de experiências e estratégias adotadas pelos empresários do setor no último ano, além de propor novas perspectivas para o planejamento desse ano. A escolha da ExpoLondrina para realização do Expo Comex reforça o potencial do evento em fortalecer a presença de Londrina no mercado internacional.

Fotos: Thome Lopes/Divulgação

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