Os investimentos em infraestrutura e operacionalidade feitos no Aeroporto Governador José Richa, com ampliação dos terminais de embarque e da pista de pousos e decolagens e a instalação do ILS, estão transformando a realidade do aeroporto londrinense e reposicionando a cidade como um dos principais destinos aéreos no interior do País.
O aumento do número de voos para São Paulo e Curitiba por parte das companhias já é um reflexo dessas mudanças. Um outro fator que evidencia o cenário positivo é a evidência de Londrina estar na rota dos chamados voos alternados, prática que ocorre quando a aeronave não consegue pousar no destino original, na maioria das vezes devido a condições climáticas adversas, e escolhe outro terminal.
Esse fenômeno já vinha acontecendo mais recentemente quando o destino eram aeroportos de cidades mais próximas a Londrina. Nesta semana, chamou a atenção a vinda de aeronaves de grande porte que tinham como rota original alguns dos aeroportos mais movimentados do País.
Segundo informações da Motiva, concessionária que administra o Aeroporto Governador José Richa, a cidade recebeu dois voos alternados da Azul Linhas Aéreas com aeronaves A320, modelo que a companhia usualmente não opera em Londrina: o voo 4046, que partiu de Confins, em Belo Horizonte, com destino a Viracopos, na quinta-feira (25), e o 2888, que fazia a rota Porto Alegre-Guarulhos nesta sexta-feira (26). Neste caso, a aeronave parou em Londrina e retomou o embarque para Guarulhos às 12h01, quando as condições de pouso no Aeroporto de Cumbica já estavam adequadas.
Transformação – O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Fabrício Bianchi, destaca que com os investimentos feitos no aeroporto a cidade experimenta um movimento inverso do que acontecia em um passado recente, quando Londrina é que perdia voos por conta do mau tempo.
E avalia que esse reposicionamento do terminal londrinense como rota alternativa a grandes aeroportos do País transforma a realidade de toda a região.
“Os investimentos que vêm sendo feitos no nosso aeroporto pelo poder público, tendo à frente o prefeito Tiago Amaral, juntamente com a sociedade civil organizada, vêm transformando a realidade de Londrina e de toda a região”, afirmou. “Antes os voos não conseguiam chegar até aqui em função das dificuldades do mau tempo, agora Londrina virou alternativa factível para pousos que tinham outros destinos de origem. É muito bom ver a cidade entrando como uma outra linha de opção para poder atender o desenvolvimento da nossa região”, prosseguiu Bianchi.
Polo logístico – A presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Vera Antunes, observa que Londrina se apresenta como um centro logístico confiável e compatível às grandes metrópoles, o que reflete em um ambiente de negócios favorável nas mais diferentes áreas, inclusive o turismo.
“A falta do ILS não era apenas uma questão técnica ligada à aviação, mas um enorme gargalo para o desenvolvimento. É muito mais fácil investir em uma cidade onde se pode chegar e partir com segurança e previsibilidade. Hoje percebemos isso com maior clareza: Londrina está recuperando uma importância logística proporcional à sua capacidade produtiva. E vem demonstrando capacidade para atrair, inclusive, voos que se destinam a outras cidades mas não conseguem pousar em seu destino. Dessa forma, Londrina se apresenta como um centro logístico confiável, onde as conexões funcionam com a regularidade de uma metrópole apta para receber gente das mais diferentes regiões, sem imprevistos e contratempos”, afirmou.
Impacto econômico – Para o presidente do Fórum Desenvolve Londrina, Ângelo Pamplona, todo esse movimento positivo no aeroporto impacta diretamente na economia da cidade. “A importância do ILS que foi instalado em Londrina começa a ter bons resultados, além dos voos que eram cancelados por mau tempo, estamos recebendo voos de outros destinos. Isso resulta em movimento em hotéis, restaurantes e meios de transportes na nossa cidade”, pontuou.




