Conversa com a presidente

O londrinense precisa repensar o voto

Muitos candidatos de outras regiões foram eleitos deputados federais com votos de Londrina, enquanto a cidade conquistou apenas uma cadeira.

Equipe ACIL

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Muitas lições podem ser tiradas deste primeiro turno das eleições de 2026. Uma delas é que boa parte do eleitorado está votando sem levar em conta o local de origem do candidato, dispersando o voto para outras regiões.

Entre os eleitos para deputado estadual, 137.829 votos de Londrina foram para candidatos da cidade, enquanto 25.322 foram para candidatos de fora. A cidade manteve quatro cadeiras, incluindo a votação expressiva de Jessicão, com 77.312 votos londrinenses e 131.673 no total. Os outros eleitos são Deivid Wisley, Filippe Machado e Cobra Repórter. 

Para o Senado, o londrinense Filipe Barros foi eleito com mais de 3 milhões de votos, uma votação de peso. 

Mas o cenário foi bem diferente para deputado federal. Marcelo Belinati recebeu 70.282 votos londrinenses, elegendo-se com um total de 83.906 votos. Os outros deputados federais eleitos pelo Paraná somaram, juntos, 99.590 votos londrinenses – que aumentariam a representatividade da cidade se fossem destinados a candidatos locais. Dessa forma, perdemos 3 cadeiras e elegemos apenas 1 deputado federal.

A alta abstenção também teve seu impacto. Londrina tinha 393.747 eleitores aptos para votar no primeiro turno, mas apenas 311.294 votaram, enquanto 83.453 se abstiveram. 

A ACIL, junto com outras entidades do Núcleo de Desenvolvimento Empresarial, alertou para esse risco, fazendo uma campanha em prol dos candidatos comprometidos com Londrina. Afinal, são os nossos representantes que conseguem recursos para suprir as nossas demandas, que são muitas. 

Por isso, já estamos nos mobilizando novamente. Vamos conversar com os eleitos de outras regiões, que tiveram voto em Londrina, para que também trabalhem por nossa cidade. É preciso retribuir os votos que foram levados daqui.

Para mudarmos o curso dessa história, o eleitor londrinense precisa entender que, ao votar em políticos distantes, destina emendas para outras regiões, enquanto nós perdemos força e recursos. O eleitor precisa escolher um representante local para que a cidade tenha a quem recorrer em busca de soluções e melhorias. Vamos lembrar disso nas próximas eleições?

Vera Antunes, presidente da ACIL.

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