China se torna maior exportador para o Brasil

Desde 2009, a China é o principal destino das exportações brasileiras. Agora, no primeiro trimestre do ano, o país asiático também se tornou o maior vendedor para o Brasil. E […]

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Desde 2009, a China é o principal destino das exportações brasileiras. Agora, no primeiro trimestre do ano, o país asiático também se tornou o maior vendedor para o Brasil. E as previsões são que os chineses mantenham-se na posição de nossos principais parceiros comerciais, beneficiados não apenas  por uma moeda artificialmente desvalorizada mas, principalmente, por um cenário onde Estados Unidos (EUA) e União Europeia ainda estão em fase de recuperação econômica.

“O yuan desvalorizado atraiu empresas europeias e norte-americanas, que transferiram suas operações para a lá e utilizam o país como ponto de partida de suas exportações”, analisa Marcelo Henriques de Brito, professor de Relações Internacionais do Ibmec. “E com o aumento do valor agregado em grande quantidade da pauta exportadora da China para o Brasil, não é surpresa que os valores exportados para cá tenham crescido tanto”, pondera.

No primeiro trimestre deste ano, o Brasil importou da China US$ 7,2 bilhões, valor 25% superior que o verificado no mesmo período de 2010 e quase US$ 20 milhões a mais do que o total importado dos EUA. No total do ano passado, as compras do país asiático já haviam aumentado cerca de 60% na comparação com 2009. Os principais produtos mandados para cá são industrializados, como aparelhos receptores e transmissores, celulares, dispositivos de cristal líquido, telas para microcomputadores, lâmpadas fluorescentes (foto), ar-condicionado, entre outros.

Ao mesmo tempo, o setor automotivo deu uma mãozinha para a China ultrapassar os estadunidenses como principais exportadores para o Brasil. Os automóveis chineses importados somaram US$ 26,4 milhões, nos primeiros três meses de 2011, 65% a mais que o registrado de janeiro a março do ano passado. Já os pneus alcançaram US$ 30,5 milhões, 50% a mais na mesma comparação.

A tendência é que os valores exportados da China para o Brasil aumentem, especialmente com a demanda por autopeças dos veículos chineses. “A China inventou o papel moeda e entende como usar a política cambial de forma estratégica, algo que fazem de forma competente”, ressalta Henriques, ratificando que as importações brasileiras da China podem aumentar: “A China fica forte em um momento em que nossos principais parceiros comerciais se enfraquecem. A tendência é que a dependência deste comércio bilateral aumente”, atesta.

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