Supermercado do londrinense sai mais caro que na Capital

Pesquisa compara preços com Maringá e Curitiba e revela diferença de até 3,33% numa cesta para família de quatro integrantes

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FonteFolha de Londrina

Quando vai ao supermercado, o consumidor londrinense chega a pagar 3,33% a mais que o maringaense e 3,31% a mais quecuritibano. É o que revela uma pesquisa realizada pela empresa MetaMídia a pedido do Movimento Londrina Competitiva (MLC). Segundo os empresários que integram este movimento, não há dúvida: o que motiva a diferença de preços é a menor concorrência entre supermercados na cidade devido à Lei da Muralha.

A lei 9.689, aprovada na Câmara Municipal em 2005 e modificada pela 10.092 no ano seguinte, impede a instalação de grandes supermercados (com mais de 1.500 metros quadrados de área de venda) dentro de um quadrilátero que toma quase toda a cidade.

Especializada em pesquisas qualitativas e quantitativas, a MetaMídia – com sede em Curitiba e São Paulo – realizou três levantamentos contratados pelo MLC em Londrina, Maringá e na Capital. O primeiro foi no dia 23 de março, o segundo em 14 de abril e o último em 26 de maio.

Segundo a empresa, foram comprados em 12 supmercados, nas três cidades, mais de 100 produtos calculados para uma família de quatro pessoas de classe C. Os supermercados, de acordo com a MetaMídia, têm o mesmo porte.

Na primeira pesquisa, os preços de Londrina são 3,32% mais caros que os de Maringá e 2,38% que os de Curitiba. Na segunda, a diferença é de 2,8% e 2,35% na respectiva comparação com a Cidade Canção e a Capital. Já a última apontou que os preços de Londrina são respectivamente 3,33% e 3,31% mais altos.

Os produtos pesquisados foram divididos em cinco categorias (ver quadro). Os primeiros são os considerados regionais ''diferenciados quanto ao gosto dos consumidores''. São mercadorias como café, açúcar, leite, arroz, feijão, sal, etc.

Na categoria de hortifruti entram tomate, batata, cebola, banana, etc., sendo que ''os pesos foram equalizados para que pudessem ser comparáveis''. Na sequência, vêm os produtos de açougue (linguiça, patinho, coxão mole e carne moída), descrito como ''carnes'' no quadro. Eles também passaram pelo mesmo processo de equalização.

A quarta categoria é a de ''mesmas marcas'', na qual foram considerados os mesmos códigos EAN, pesos, quantidades e descrição. Já na última categoria, a de marcas similares, estão os de marcas diferentes, ''mas de mesma faixa de qualidade, quantidade e preço''.

Segundo a MetaMídia, os produtos foram comprados nos 12 estabelecimentos por pesquisadores treinados nos mesmos dias e horários.

De acordo com a empresa, na primeira pesquisa, houve uma diferença de R$ 58,27 (7,68%) entre o supermercado mais caro de Londrina e o mais barato, de Maringá. Na segunda, a diferença foi ainda maior – de R$ 71,29 (9,09%) – entre o mais caro e o mais barato de Londrina. Já, no último levantamento, a empresa detectou diferença de R$ 73,80 (9,48%) entre o estabelecimento com os maiores preços de Londrina e o de menores preços da Capital.

''Dá para concluir que a falta de concorrência em Londrina é que eleva os preços, principalmente porque estamos comparando também com a Capital, onde se espera um custo de vida maior'', afirma a gerente de Pesquisa da MetaMídia, Maria Fernanda Pacheco Telma.
 

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