Artigo: Londrina Smart City

Do desafio de transformar as cidades em um lugar melhor para as pessoas viverem nasceu o conceito de smart city (Cidade Inteligente). Uma smart city é uma cidade que utiliza […]

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Do desafio de transformar as cidades em um lugar melhor para
as pessoas viverem nasceu o conceito de smart city (Cidade Inteligente). Uma smart
city é uma cidade que utiliza de diversos recursos tecnológicos e humanos para
uma gestão otimizada dos seus capitais sociais, ambientais e econômicos, com o
foco na qualidade de vida.

Do ponto de vista econômico, uma smart city tem pessoas com
espírito de inovação, é amigável a empreendedores e incentiva a economia
criativa. No aspecto governamental, a população participa das decisões, o
governo é transparente e os serviços públicos são eficientes. Na questão
ambiental, uma cidade inteligente gerencia seus recursos naturais, preserva seu
patrimônio natural, dá o destino adequado a seus dejetos e tem um território
atrativo. Nos aspectos humanos, as pessoas são qualificadas, os cidadãos são
conscientes, participativos e respeitam a diversidade étnica e social. Quanto à
mobilidade, uma smart city é acessível àqueles com dificuldade de locomoção,
aos idosos e às crianças, e possui um sistema de transporte sustentável,
agradável e seguro. A cidade inteligente tem infraestrutura cultural, atrações
turísticas, serviços de saúde eficiente, oportunidades para a prática
desportiva, com segurança pública e moradias dignas.

Um ponto de contato entre estes vários aspectos é o uso das
tecnologias da informação e da comunicação. Através de computadores, tablets e
celulares, governos, empresas e pessoas compartilham dados e informações para
interagirem.

Desde aplicativos que facilitam nossa mobilidade, passando
por plataformas de monitoramento de segurança, por sites com informações sobre
os gastos públicos, pelo uso de sensores que nos alertam sobre riscos de
incêndios ou inundações, as tecnologias disponíveis facilitam a vida.

Londrina possui características que podem fazer dela uma
cidade líder no Brasil como smart city. A mais importante é que é a única
cidade do Brasil (e uma das poucas no mundo) que possui sua própria empresa de
telecomunicações: a Sercomtel.

Reestruturada nos últimos anos, ela tem condições de
oferecer, em um futuro próximo, uma série de novos serviços para o Município, para
empresas e para as pessoas.

Com o barateamento dos sensores eletrônicos, novos serviços
de monitoramento de frotas, de segurança e de fiscalização podem ser
desenvolvidos no conceito do que hoje chamamos de “Internet das Coisas”, no
qual os objetos com sensores geram informações que influenciam no comportamento
de pessoas ou mesmo em outros objetos ou máquinas.

Além da Sercomtel, a cidade tem outros patrimônios
importantíssimos para seu desenvolvimento como smart city: suas universidades
públicas e privadas, que possuem todas as formações necessárias para as pessoas
que desenvolverão seus projetos dentro do conceito.

Em 2015, a cidade de Londrina foi uma das quarenta cidades
inscritas no Programa de Smart Cities do IEEE (Institute of Electric and
Electronic Engineers), uma importante instituição internacional de tecnologia.
Neste programa, as cidades escolhidas ganham bolsas de estudo e sediam uma
conferência internacional sobre o tema – a última foi realizada em Guadalajara
(México).

Temos condições de fazer de Londrina referência em smart
city, uma cidade sustentável, tecnológica, com pessoas interessantes e
conectadas. Para que isto aconteça será necessário, além de planejamento e
muito trabalho, uma grande união entre governos, empresas, universidades,
associações, sindicatos, enfim, toda a sociedade deve ser mobilizada e engajada
para a construção de uma cidade cada vez mais genial.

Luiz Augusto Bellusci é vice-prefeito e presidente da
Sercomtel Participações S.A.

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