Por Michelle
Aligleri
Nascido em Londrina
e filho de uma das famílias pioneiras, Angelo Pamplona nutre um amor
especial pela cidade. A forma de demonstrar este sentimento é ativa
e produtora: ele é envolvido em várias organizações que buscam
melhorar a vida de quem também encontra em Londrina um porto seguro.
“Tenho um lado afetivo com a cidade, é uma paixão e isso me
motiva buscar sempre formas de vê-la melhor”, define.
A necessidade de
trabalhar em prol da comunidade é uma característica que cresceu
com o empresário que é dono de um restaurante. A avó de Angelo foi
uma das mulheres que ajudou a arrecadar recursos para fundar o Lar
Anália Franco e o tio-avô dele foi presidente da instituição por
mais de trinta anos. Foi vendo os familiares trabalharem e se doarem
pelo bem estar do próximo que o empresário acabou se identificando
com a causa. Atualmente o Lar Anália Franco é um dos principais
projetos em que Angelo está envolvido. Há 23 anos ele participa da
administração da entidade, sempre presente no Conselho Deliberativo
ou exercendo outras funções auxiliares. A cadeira da direção, no
entanto, ele assumiu pela primeira vez há pouco mais de dois anos.
O cargo não é
fácil, exige uma posição firme, visão estratégica para que não
falte nada e uma equipe empenhada em trabalhar pelo mesmo fim. Para
alcançar o melhor resultado e fazer a diferença na vida das 240
crianças que vivem ou frequentam a entidade, Angelo se dedica ao
máximo. “O trabalho é ‘full time’. Preciso estar o tempo todo
disponível para resolver situações e imprevistos. Ainda assim, por
conta dos vários compromissos que assumi, às vezes não consigo ir
até lá todos os dias”, comenta. É justamente este carinho
especial que o empresário tem com o Lar que faz com que ele queira
deixar o cargo de diretor na próxima eleição. “Eu acho que a
entidade precisa ter o próprio perfil, eu não concordo em ficar
muito tempo como diretor porque a rotatividade oxigena a entidade”,
aponta. No entanto, ao mesmo tempo em que destaca a importância da
mudança, ele afirma que não consegue se ver longe da instituição.
“Quero continuar participando do Conselho”, garante.
Além do trabalho
voluntário no Lar, Angelo também está envolvido com o projeto de
revitalização de alguns pontos de Londrina, coordenado pela ACIL,
onde também ocupa o cargo de 2º Diretor Financeiro. “Me sinto
estimulado com a forma como a ACIL faz política. No início do
mandato do Valter Orsi várias prioridades foram definidas para
Londrina e eu estou auxiliando na parte da revitalização da
cidade”, afirma o empresário. Entre as ações previstas estão
melhorias no Bosque Municipal e no Lago Igapó e apoio aos projetos
Nova Sergipe, Nova Saul e Viva Duque.
Na rua Sergipe, onde
tem o restaurante, Angelo já trabalha com os outros empresários há
alguns anos em busca de melhorias que beneficiam não apenas o
comércio, mas também os clientes. Pelo terceiro ano consecutivo o
grupo encabeçou a organização do “Dia da Sergipe”, que levou
ao Museu de Arte ações culturais e sociais a fim de valorizar as
pessoas e a rua. “O nosso objetivo era trazer as pessoas para a
rua e desenvolver atividades em benefício da comunidade”, aponta.
Animado, ele fala
das próximas ações do grupo. “Está prevista a continuidade da
revitalização das calçadas para breve e a instalação do
mobiliário urbano. Estamos ainda conversando com os lojistas para
que eles coloquem lixeiras em frente às lojas, assim vamos diminuir
a quantidade de lixo espalhada pela rua”, comenta.
Para ele a rua tem
algo diferente, e a relação dele com a via também é antiga,
começa lá no ano de 1987, quando Ângelo abriu uma pastelaria em
sociedade com o padrasto. Antes disso ele já tinha trabalhado com a
venda de veículos e publicidade, mas aos poucos descobriu que a sua
vocação era mesmo o comércio de alimentos. “Dois anos depois de
ter aberto o negócio, comprei a parte dele na sociedade e aos poucos
fui crescendo”, lembra. A empresa se desenvolveu, foi mudando aos
poucos e hoje no mesmo lugar em que ficava a pastelaria o empresário
tem a Ângelo Lancheria. Muito maior do que o primeiro negócio e
bem estruturado, é no restaurante que Angelo passa boa parte do seu
dia. “Gosto deste ramo porque é um tipo de comércio dinâmico em
que eu vendo todos os dias. O contato com os clientes me agrada, é
isso que me cativa e me faz tentar ser melhor”, afirma.
As tantas atividades
que poderiam estressar outras pessoas, tornam a vida de Ângelo
produtiva e agradável. “Preciso estar em movimento para estar
bem”, garante o empresário que participa ainda do Movimento
Espírita Londrinense e já fez parte do Conselho Deliberativo do
Hospital do Câncer.
Apesar de tanta
movimentação, Ângelo encontra um tempinho na semana para seu
momento de lazer que é recheado de aventura, agitação e fortes
emoções. É com os amigos do Jeep Clube que o empresário descansa.
Diretor social do grupo, ele afirma que os encontros, realizados aos
finais de semana, são sempre repletos de aventura. “Gosto de lavar
a alma no barro”, brinca.
Entre tantas
atividades, o empresário não abre mão da companhia da esposa
Mônica com quem é casado há 24 anos, e da filha Fernanda, de 11
anos. “Com as duas eu procuro fazer passeios mais leves”,
compara. É justamente na filha que ele pensa quando se propõe a
realizar trabalhos voluntários, é para Fernanda que ele quer deixar
um bom exemplo. “Procuro mostrar para ela que devemos doar em
benefício do outro o que temos de melhor. Dar o seu tempo, cuidar do
outro de forma física e emocional, se envolver com a dor do próximo
e ser solidário talvez seja o maior legado que eu possa deixar”,
define. Para Ângelo, a doação nos torna pessoas melhores e faz com
que a vida do outro seja um pouco mais leve.



