Esporte e turismo

Dono da SAF do LEC, Guilherme Bellintani fala sobre o potencial do clube a empresários

Encontro ocorreu por meio da ACIL, na quarta (29), com interessados em transformar o esporte em ativo para o desenvolvimento da cidade.

Equipe ACIL

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Fonte: Assessoria ACIL

Se o Tubarão andou se complicando nos gramados da Série B do Brasileirão, por outro lado está se equilibrando financeiramente como SAF (Sociedade Anônima do Futebol) adquirida pela Squadra Sports, criada pelo empresário baiano Guilherme Bellintani, natural de Salvador. Ele esteve em Londrina, na última quarta-feira (29), para fazer algumas correções de rota e também conversar com empresários reunidos pela ACIL sobre os planos para o time de futebol que leva o nome da cidade. E que tem o potencial de se tornar um grande ativo de marketing e investimentos a médio e longo prazos.

Bellintani compareceu ao encontro – realizado em parceria com o Sicoob Ouro Verde e apoio da TOTVS – acompanhado por Germano (ídolo do LEC e coordenador das categorias de base), Natália Cotrim (gerente de Marketing e Comunicação da SAF), Lucas Magalhães (executivo da SAF) e Armando Chekerdemian (CEO da Squadra Sports). Foram recebidos pela presidente Vera Antunes e diversos empresários selecionados pelo interesse com o tema.

“Quando nos reunimos em torno de um assunto que traz desenvolvimento para a nossa cidade, também fortalecemos as nossas empresas e caminhamos no mesmo sentido para gerar trabalho e qualidade de vida para a população. Cada empresário, com sua experiência e expertise, é um ativo importante e nossa união torna-se poderosa, capaz de levar nossa cidade ao patamar que ela merece. Para isso, precisamos identificar as oportunidades, e o LEC, da forma como vem sendo administrado, é uma oportunidade para Londrina”, destacou a presidente da ACIL. 

Bellintani iniciou a fala revelando que é advogado por formação, mas se considera um empreendedor: “É a primeira vez que estou em um evento da ACIL, mas eu me sinto em casa, sou empresário, montei minha primeira empresa quando estava na faculdade, ainda, e é isso que eu gosto de fazer. O LEC é um time que carrega o nome da cidade. Então a gente representa a cidade no Brasil, quem sabe, em algum momento, no mundo. Tem muita cidade que a gente nem sabe que existe, mas quando tem um time de futebol, tem essa representatividade simbólica. E eu espero fazer valer a confiança que a cidade teve em mim e no nosso projeto”, ressaltou.

Entre as diversas estratégias desenhadas, Bellintani destacou a importância de ter esse alinhamento com o meio empresarial para ampliar o apoio institucional, educar o mercado e ampliar o patrocínio. Por isso, a transparência e o engajamento são pilares para consolidar a SAF em Londrina, contando com apoio da torcida e do empresariado local.

A notícia de que o Londrina queria fazer uma SAF chamou a atenção do empresário, nos idos de 2023. “Eu falei que me interessava, a cidade é impressionante sob o ponto de vista do desenvolvimento econômico, de cultura e de abraço ao mundo empresarial. É uma cidade que recebe bem o povo de outros lugares, e isso é um valor muito grande”, revelou. O negócio foi fechado poucos dias depois. 

O contexto era favorável à criação da SAF pela receptividade, pelo potencial da cidade e pelo histórico de terceirização da gestão do clube, além do apoio de dirigentes locais. O modelo de negócio foi dirigido para o foco em jogadores e em reinvestimento.

Alguns compromissos foram estabelecidos, como reagir às dificuldades com correções e sem desespero; não ser campeão devendo salários e fazer o time crescer no tempo certo. A governança e a disciplina financeira devem sustentar a resiliência para atingir resultados de longo prazo. Para isso, é essencial a conexão com a comunidade e o foco na experiência de entretenimento, ampliando o público no estádio para além dos torcedores apaixonados pelo clube.

O contexto da folha salarial exige ajustes e correções de rota sem romper o planejamento inicial para não criar dívidas e dificuldades financeiras. O projeto é permanecer de 2 a 3 anos na Série B, sem anseio imediato de subir à Série A. Paralelamente, a Squadra mantém-se atenta ao mercado internacional, especialmente para a negociação de jogadores.

As explicações de Bellintani foram bem recebidas pelo meio empresarial e surpreenderam pela estratégia madura e bem concebida para médio e longo prazos, trabalhando para que o Londrina Esporte Clube seja um time que sofra menos oscilações e, futuramente, chegue à Série A em condições de competitividade.

Fotos: Fotos: Giovanna Braguim/ACIL


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