Evento da ABRH-PR mostra que o ESG vai muito além da sigla

Encontro no auditório da ACIL destacou a sustentabilidade, as pessoas e a gestão como estratégia de crescimento.

Equipe ACIL

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Assessoria ACIL

ESG além da sigla: o valor do S foi o tema do evento realizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná (ABRH-PR), no último dia 24, no auditório da ACIL, reunindo profissionais e empresários interessados em discutir os desafios e as oportunidades da agenda ESG nas organizações contemporâneas. 

A ACIL foi representada por Thiago Terzoni, diretor de Micro e Pequeno Empresário, que ressaltou: “A ACIL e os profissionais de Recursos Humanos têm tudo a ver. É um movimento que a gente tem feito para garantir que esses profissionais também encontrem a casa deles aqui na ACIL. São profissionais que estão conectando pessoas, cuidando de pessoas, desenvolvendo pessoas. E é isso que a gente faz na ACIL”.

Modelos

Superintendente da ACIL, Diego Menão destacou a importância estratégica da gestão: “O nosso grande desafio é fazer com que as ferramentas sejam discutidas, os modelos de gestão sejam aprimorados e as pessoas possam olhar a partir da lógica da gestão como algo muito estratégico, pois no centro do negócio estão as pessoas”. 

A ideia foi complementada por Everton Costa, diretor da RIC Record, que também participou do evento: “A tecnologia vem cada vez mais avançada, a IA chegou, os processos estão cada vez mais dinâmicos, mas somos nós, pessoas, que fazemos a roda de qualquer empresa, qualquer organização girar. Desde a minha chegada aqui no Grupo RIC Londrina eu venho com essa visão”.

Parceria

Entre as novidades, a PUC Paraná anunciou uma nova parceria: “Nós estamos fazendo um acordo de cooperação, um convênio com a ABRH. E estamos com um projeto de MBA para Recursos Humanos e gestão de pessoas. Será um MBA para preparar RHs como gestores de todos esses subsistemas”, revelou Adriana Valero, coordenadora do curso de Administração da PUC Paraná. 

Presidente da ABRH Paraná, Gilmar Andrade aproveitou o evento para detalhar os objetivos da entidade: “A Associação Brasileira de Recursos Humanos, subseccional Paraná, é uma associação de profissionais executivos de recursos humanos, mas também de executivos que atuam em gestão, ou seja, para todos os gestores de pessoas, seja do setor público, privado ou terceiro setor. O nosso propósito maior é conectar pessoas para um novo amanhã”. 

Comunicação

A primeira palestrante do dia foi Sara Presoto, com o tema A comunicação do S: “A comunicação começa antes da fala. A gente comunica o tempo todo. A nossa energia comunica, o nosso olhar comunica. Agora, você pode ter uma comunicação humana ou não. Você pode ter uma comunicação assertiva ou não”, comentou, durante uma conversa com várias interações com o público.   

Especialista em ESG, sustentabilidade e governança, João Redondo apresentou uma análise crítica sobre a evolução do ESG, a interdependência de seus pilares e a necessidade de uma liderança consciente e ética: “O ESG foi uma redescoberta da sustentabilidade depois do caos social que nós tivemos com a Lava Jato, em que as empresas entenderam que o compliance era insuficiente para manter a sua reputação. O mercado de capitais, em 2020, trouxe de volta um termo que nós usávamos no Pacto Global em 2004, que é o tal do ESG, uma leitura dada pelo investidor que vai olhar para retorno e risco”, explicou. 

Conclusões

As palestras convergiram na centralidade do ser humano como pilar estratégico para a perenidade e o sucesso organizacional, destacando que a gestão eficaz transcende métricas financeiras. A comunicação foi apresentada como uma ferramenta de liderança que vai além da fala, exigindo autenticidade, coerência entre discurso e prática, e uma conexão intrapessoal sólida para gerar engajamento real e conexão com o propósito.

Entre as conclusões, o ESG não deve ser tratado como um relatório burocrático, mas como um compromisso ético e estratégico que integra a gestão de pessoas à sustentabilidade do negócio, exigindo líderes facilitadores que abandonem o modelo de comando e controle em favor da colaboração, do desenvolvimento contínuo de talentos internos e da adaptação às novas dinâmicas geracionais e tecnológicas, sempre mantendo o julgamento humano e a ética acima da automação.

Fotos: Giovanna Braguim/ACIL

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