Era comum, há algumas décadas, medir o crescimento das cidades pelo tamanho de sua população. Londrina, então, ostentava o título de terceira maior cidade do Sul do Brasil. Com os anos, porém, caímos para a quarta posição, perdendo para Joinville. E, nesta semana, fomos para a quinta colocação, atrás de Florianópolis.
Sabemos que Florianópolis é uma cidade belíssima e o fato de termos sido ultrapassado às vezes mexe com os nossos brios. Hoje, porém, temos uma percepção diferente. O crescimento constante e até mesmo acelerado da população nem sempre representa desenvolvimento.
O crescimento populacional desordenado, por exemplo, pode trazer problemas sérios de infraestrutura. Cidades europeias costumam ter um controle sobre o aumento da população justamente para que a área urbana não se expanda demais. Existem, portanto, outros indicadores que se tornaram mais importantes.
Mais do que o crescimento da população, é preciso pensar na qualidade de vida. E, neste ponto, Londrina vem apresentando bons números. De janeiro a julho, por exemplo, nossa cidade apresentou a criação de 7.252 vagas de trabalho. É um desempenho robusto. Só para manter a comparação, Florianópolis teve um saldo de 3.064.
Outro dado que vem chamando a atenção é o número de empresas criadas em Londrina no primeiro semestre de 2025, segundo a Junta Comercial do Paraná: 11.419, o que representa um crescimento de 23% em comparação ao mesmo período de 2024.
Enfim, comparações à parte, nós desejamos que Florianópolis continue se desenvolvendo e melhorando, mas Londrina não está ficando para trás. Pelo contrário, apresentamos uma economia aquecida, com o empreendedorismo em alta, gerando renda e emprego.
Mais do que crescer em quantidade, queremos crescer com qualidade.
Vera Antunes, presidente da ACIL.