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Reforma tributária: “Prepare-se para o pior e reze pelo melhor”

Fernando Magano Henriques, CEO do Grupo The Best Açaí, aconselha fortalecer o caixa para enfrentar a transição de modelo tributário.

Equipe ACIL

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Fonte: Assessoria ACIL

A empresa pós-reforma – estratégia, operação e decisões para a nova realidade tributária foi o tema, mais do que oportuno, abordado por Fernando Magano Henriques, CEO do Grupo The Best Açaí, durante um almoço empresarial realizado pela ACIL no último dia 16, em Londrina. O objetivo foi apresentar, para convidados e parceiros, aspectos relevantes da Reforma Tributária, capazes de fazer a diferença para os negócios.

Os empresários foram recebidos com as boas vindas de Gerson Guariente Junior, presidente em exercício da ACIL, que avaliou o momento brasileiro com preocupação: “Nós estamos no início de uma reforma tributária e, basicamente, não entendemos muito bem o que está acontecendo. Mas, como todas as vezes, vamos continuar remando e chegar do outro lado do rio. Este evento nos dá respaldo para que a gente possa serenamente tomar decisões em nossas empresas. Como instituição, vai nos ajudar a saber qual o direcionamento que podemos dar aos nossos associados e parceiros”. 

Com vasta experiência na Bolsa de Valores e mais de 12 setores e empresas de diversos portes, Fernando Magano compartilhou suas perspectivas sobre os desafios atuais e expressou uma visão questionadora sobre a reforma tributária, afirmando que ela trará grandes complicações para as empresas, embora possa simplificar processos para o governo. O cenário nacional foi avaliado como preocupante, similar a 2015, com o enfraquecimento do consumo e ações governamentais insustentáveis.

“Os serviços serão uma área duramente impactada. Eu não conheço a operação de vocês, mas, naquilo que existe em perspectivas de alíquota e de desenho, eu espero um aumento efetivo em torno de 15% na alíquota. É direto no bolso. Vocês podem conversar com seu diretor financeiro, mas ninguém está tendo um entendimento correto do que vem. Eu aprendi o seguinte: para a gente poder lidar com a situação, a gente precisa ver o pior. É aquela história, se prepara para o pior e reza pelo melhor”, alertou o consultor.

Entender o pior cenário para buscar o melhor desfecho possível foi uma das recomendações de Fernando Magano. Para ele, a flexibilidade operacional será crucial para se adaptar às rápidas mudanças de alíquotas. Outro conselho: avaliar e revisar os contratos com fornecedores e clientes, especialmente com aqueles que operam no Simples Nacional.

Cabe também ao gestor mergulhar nos custos, processos e no fluxo de caixa, além de buscar brechas legais e soluções criativas. A geração de caixa positivo é o fator mais importante para a continuidade de uma empresa. Portanto, é recomendável ter em caixa o equivalente a pelo menos um mês de créditos para atravessar o período de transição.

Além disso, cabe mapear e monitorar os processos internos para identificar onde a reforma pode impactar, parametrizando sistemas para se ajustar a novas alíquotas e regulamentações. Para o consultor, a reforma tributária é uma questão de caixa. Sem uma forte geração de caixa, as empresas estarão vulneráveis, uma vez que os bancos estão retraindo o crédito e tornando o acesso a financiamentos mais difícil.

Baseado em experiências pessoais, o CEO do Grupo The Best Açaí reforçou a importância da fé, do discernimento e da gratidão para manter a resiliência nos momentos difíceis.

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