Fonte: Folha de Londrina com Agência Brasil
O número de pessoas que já sofreram ou conhecem alguém que tenha sido vítima de crime digital passou de 12,7%, no ano passado, para 17,9% este ano, revela a quinta edição da pesquisa O Comportamento dos Usuários na Internet, feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no Estado de São Paulo (Fecomércio-SP). O crime de clonagem de cartão de crédito ou débito apareceu como principal crime sofrido (33%).
Mesmo com os riscos frequentemente apontados para operações na internet, a pesquisa mostra que, no ano passado, 79,8% dos usuários usavam alguma ferramenta de prevenção e que, neste ano, o número caiu para 65,4%.
Esta é a quinta edição da pesquisa que este ano incluiu, entre outros assuntos, a opinião dos usuários sobre a nova legislação de crimes virtuais, conhecida como a Lei Carolina Dieckmann, o arquivamento de informações para futuras investigações e o compartilhamento de dados pessoais por empresas. Feita em maio, a pesquisa fez 33 perguntas a mil pessoas na capital paulista.
"Até ser vítima todo mundo se sente protegido", ressaltou a assessora do Conselho de Interação e Comércio Eletrônico da Fecomércio-SP, Kelly Carvalho, sobre os resultados da pesquisa. É por este motivo que ela acredita que aumentou a quantidade de pesquisados que já foram vítimas de crimes virtuais ao passo que diminuiu o número de pessoas que usam uma solução de segurança.
Ao mesmo tempo, consumidores entrevistados se sentem inseguros com relação a alguns fatores relacionados ao dia a dia na internet e cobram ações contra crimes na web. Quando questionados sobre compras na internet, 44,10% afirmaram que não fazem, e o principal fator que interfere é o receio de fraudes (32,9%). A maioria (86,4%) também disse ter medo de fraudes ou ataque de hackers (especialistas em informática capazes de modificar programas e redes de computadores) em seus dispositivos pessoais.
De acordo com a pesquisa, 49,8% dos usuários acreditam que as empresas usam seus dados pessoais ou os compartilham com outras empresas sem autorização e 72,3% não confiam na forma como essas informações são armazenadas. "Com certeza já tiveram algum problema com a divulgação de dados pessoais por empresas", comenta Kelly.
Ainda assim, 87,8% disseram que os sites deveriam armazenar os dados para o caso de serem necessárias futuras investigações de crimes eletrônicos. "A Fecomércio acha razoável a guarda por pelo menos um ano, claro, sem divulgação", observa a assessora da entidade. Entre os entrevistados, 66,6% ainda disseram conhecer a nova lei de crimes cibernéticos (a Lei Carolina Dieckmann) e 83,63% acreditam que ela não será suficiente.



