06/04/2017 07:59:43 Clube do Livro ACIL, ‘trincheira’ cultural dedicada ao estudo dos clássicos, será relançado este mês

Fonte: Assessoria ACIL

O que Crime e Castigo, de Fiodor Dostoievski, e a análise de Agostinho de Hipona sobre o Sermão da Montanha têm em comum? O que liga O Processo, de Franz Kafka, à Pais e Filhos, de Ivan Tugueniev? O que aproxima a obra-prima de Aldous Huxley, “Admirável Mundo Novo”, de O Rinoceronte, de Eugène Ionesco?

Todos eles fazem parte de um seleto de escritos que fizeram o pensamento humano avançar, em diferentes eras e culturas. E todos eles fazem parte de um novo projeto que será lançado este mês pela Associação Comercial e Industrial de Londrina, o Clube do Livro ACIL, um ciclo de palestras e debates sobre clássicos da literatura que começa na noite do próximo dia 17, no Auditório José Alfredo de Menezes, no 1º andar do Palácio do Comércio (Rua Minas Gerais, 297).

O Clube do Livro é uma nova versão de um projeto exitoso do início da década, o Clube de Leitura, atividade que marcou a história recente da ACIL. O “remake” é uma homenagem aos 80 anos da entidade, símbolo da combativa sociedade civil londrinense.

Outras duas instituições são patrocinadoras da iniciativa, o Sinduscon Norte (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná) e o Sindimetal (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Londrina).

“O objetivo é ampliar o horizonte intelectual dos participantes e mostrar que a alta cultura, a realidade político-social e a nossa vida cotidiana estão interligadas por relações de causa e efeito que atravessam a História”, explica o jornalista e escritor Paulo Briguet, co-organizador e curador do projeto, assinado também pelo sociólogo e editor Silvio Grimaldo.

O mote da temporada é “A Volta ao Mundo em 22 Livros” e não é para menos: o programa aborda clássicos escritos originalmente em 10 idiomas – alemão, espanhol, grego, inglês, latim, norueguês, português, romeno, russo e tcheco - mas amplamente acessíveis em versões traduzidas. “Embora a leitura completa dos livros seja recomendada, não é obrigatória”, avisa Grimaldo. “Nossa meta é fazer com que os participantes se interessem em ler as obras dos autores escolhidos”. Os encontros serão quinzenais, sempre nas dependências da ACIL. As obras serão apresentadas em forma de palestra e em seguida haverá um debate.

O título que inaugura a série, no dia 17, às 19 horas, é a tragédia Antígona, de Sófocles (498-406 a.C.), que narra a luta de uma das filhas do Rei Édipo para sepultar o irmão Polinices conforme os rituais sagrados de Tebas, evitando que seu corpo sirva de alimento aos cães e às aves de rapina. A peça teatral é a parte final da trilogia iniciada com “Édipo Rei”. “É uma situação de conflito entre as leis humanas e as leis divinas, com meditações altamente significativas para os dias atuais”, afirma Briguet. Os ingressos custarão R$ 25,00. As vagas são limitadas.

Confira a biblioteca que será utilizada no projeto:

Antígona (Sófocles)

Apologia de Sócrates (Platão)

A Revolução dos Bichos (George Orwell)

Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley)

1984 (George Orwell)

Sussuros (Orlando Figes)

O Processo (Franz Kafka)

O Alienista (Machado de Assis)

A Brincadeira (Milan Kundera)

O Rinoceronte (Eugene Ionesco)

Macbeth (Willian Shakespeare)

Otelo (Willian Shakespeare)

O Poder e a Glória (Grahan Greene)

O Zero e o Infinito (Arthur Koestler)

O Futuro do Pensamento Brasileiro (Olavo de Carvalho)

Um Inimigo do Povo (Hernik Ibsen)

Crime e Castigo (Fiodor Dostoievski)

Pais e Filhos (Ivan Tugueniev)

Sob o Sol de Satã (Georges Bernanos)

A Invasão Vertical dos Bárbaros (Mário Ferreira dos Santos)

A Rebelião das Massas (José de Ortega y Gasset)

O Sermão da Montanha (comentado por Agostinho de Hipona)