Grupo da Brasil Sul compra Francovig

Empresa londrinense foi vendida por R$ 25 milhões, dinheiro destinado apenas ao pagamento de dívidas. (Folha de Londrina)

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Fonte: Folha de Londrina

 

O grupo que detém a Brasil Sul Linhas Rodoviárias – e outros negócios em São Paulo – comprou a Francovig Transportes Coletivos, que opera 18% do sistema do transporte urbano de Londrina (Região Sul) e a linha Londrina-Tamarana. A nova diretoria assumiu no último dia 27, data em que a Prefeitura autorizou a transformação societária. Criada há 63 anos, a Francovig encontrava-se em dificuldade financeira e foi comprada por R$ 25 milhões.

 

””Na verdade, assumimos R$ 25 milhões em dívidas. O antigo grupo saiu sem nenhum centavo. Eles ficaram 40 meses sem aumento de tarifa e não aguentaram o repuxo””, afirma José Boiko, diretor geral do novo grupo. A diretoria ainda conta com Estefano Boiko Júnior (diretor administrativo e financeiro) e Caroline Boiko (diretora de marketing).

 

Segundo Boiko, o grupo assume com o compromisso de crescer e oferecer ””o melhor transporte coletivo urbano do Brasil””. Eles estão investindo entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões na renovação de 58% da frota da Francovig, composta hoje por 85 ônibus. Além disso, foram comprados mais três veículos. Os novos ônibus devem ir para as ruas dentro de 120 dias. Assim, a idade média da frota passará de quatro anos e meio para menos de um ano.

 

””Todos os ônibus são dotados de motor eletrônico, o que significa poluição quase zero, e têm acessibilidade universal””, diz Boiko. ””Futuramente, se o Município aprovar, teremos toda a nossa frota com ar condicionado e poltronas confortáveis como as dos ônibus interestaduais””, planeja. O objetivo, segundo o empresário, é oferecer conforto para que a população deixe o carro em casa e passe a andar de ônibus.

 

Ele cita o caso da Brasil Sul, que foi criada em 2004 – a partir da cisão da Expresso Nordeste – para ””fazer o melhor transporte do Sul do Brasil”” e hoje tem ônibus equipados com internet sem fio, controle por GPS, entre outros benefícios. ””Isto é modernidade, ou seja, tratamento especial aos usuários””, destaca.

 

O grupo também investiu na contratação de uma empresa de auditoria, que assume no próximo dia 8, com o objetivo de verificar a possibilidade de remodelação total da Francovig em nível administrativo. A nova diretoria estuda ainda a mudança de nome da empresa, que deve acontecer no prazo de 120 dias. ””O nome mais forte que temos até agora é Igapó””, adianta Boiko.

 

Segundo o empresário, todos os funcionários vão passar por treinamento para melhorar o atendimento ao usuário e a intenção é manter o quadro atual (de 380 colaboradores), com a possibilidade de novas contratações, tendo em vista ””três novas linhas que já tinham sido autorizadas pelo Município””. Segundo Wilson de Jesus, assessor técnico de transporte coletivo da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), as tais linhas referem-se à implantação do Psiu no Parque Ouro Branco e à alteração das linhas 705 (rápido Cafezal) e 212 (Jardim Adriana).

 

Dentro da área de atuação da Francovig (Zona Sul de Londrina), Boiko espera crescimento. ””Conforme aquela região vai se desenvolvendo, vai precisar de ampliação no transporte””, prevê.

 

Grupo

 

Além da Brasil Sul – que opera no Paraná, Santa Catariana, Rio Grande do Sul e São Paulo, com frota de 72 ônibus -, o grupo que comprou a Francovig é dono da Line Tour, que atua na área de transporte em São Paulo com 75 ônibus, e de outros negócios no setor da construção civil também naquele Estado.

 

Segundo José Boiko, a compra da Francovig foi feita pelo grupo – a Brasil Sul, no caso, participa com 1%. O investimento em uma empresa de transporte urbano, conforme o empresário, sinaliza que o grupo acredita no setor, apesar das dificuldades. ””Se eu aplicasse esse dinheiro (R$ 25 milhões), é claro que ganharia muito mais e poderia sair viajando pelo mundo. Mas é correto viver de especulação financeira? Já fui motorista, cobrador, e quero continuar trabalhando com transporte. Não sei fazer outra coisa””, afirma.

 

Gisele Mendonça para Folha de Londrina.

 

http://www.bonde.com.br/folhadelondrina

 

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